EFE/MARTIN ALIPAZ
EFE/MARTIN ALIPAZ

Por propina da Odebrecht, ex-candidata a presidente do Peru é investigada por crime organizado

Partido de Keiko Fujimori também teria recebido dinheiro de outras empresas; corrupção da empreiteira teria ocorrido entre 2005 e 2014

EFE, O Estado de S.Paulo

29 Setembro 2017 | 04h54

LIMA - Um fiscal do Ministério Público do Peru defendeu nesta quinta-feira, 28, que a investigação contra a ex-parlamentar e ex-candidata à presidência do Peru, Keiko Fujimori, acusada de corrupção, seja feita sob a lei do crime organizado. A suspeita é que acordos de propina tenham sido feitos com a empreiteira brasileira, Odebretch, e a LVF Liberty Institute. Ambas teriam depositado milhares de dólares no parito de Keiko.

Pela constituição do país, a lei define como crime organizado todo e qualquer delito que tenha sido promovido, organizado ou construído por mais de três pessoas. 

Entre as denúncias contra Fujimori, está o suposto depósito de 65 mil dólares em seu partido, a Força Popular do Peru, por parte da empresa LVF Liberty Institute em 2015. O responsável pela investigação é José Pérez, titular da ala da justiça que cuida da lavagem de dinheiro e de ativos. Pérez busca irregularidades na campanha presidencial de Keiko, quem acabou perdendo para Pedro Pablo Kuczynsk em junho de 2016. 

A Odebretch seria outra empresa envolida em propinas e corrupção alinhadas à Keiko. Segundo a investigação, a empreiteira teria pedido ao então diretor Jorge Barata, que aumentasse o apoio à candidata durante as campanhas de 2011. No entanto, a líder do partido Força Popular se pronunciou, e disse que nem ela e nem seu partido receberam dinheito da empresa então coordenada por Marcelo Odebretch.

+++ Caso Odebrecht provoca crise em ao menos 5 países

A Odebrecht admitiu à justiça americana o gasto de US$ 29 milhões em corrupção e subornos para conseguir obras milionárias entre 2005 e 2014. No Peru, o período inclui os mandados dos preisdentes Alejandro Toledo (2001-2006), que tem mandado de prisão por receber um suborno de US$ 20 milhões, Alan García (2006-2011), incluído nas investigações de corrupção no metrô de Lima e Ollanta Humala (2011-2016), preso por financiamento irregular das campanhas eleitorais.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.