Porta-aviões dos EUA semeiam terror, diz Fidel Castro

Ex-presidente cubano afirma que porta-aviões e bombas nucleares americanas ameaçam a América Latina

Efe,

05 de maio de 2008 | 14h19

O ex-presidente cubano Fidel Castro afirmou em sua coluna Reflexões nesta segunda-feira, 5, que os porta-aviões e as bombas nucleares dos Estados Unidos ameaçam a América Latina, e "servem para semear o terror e a morte, mas não para combater o terrorismo e as atividades ilícitas." Veja também:Raúl Castro leva Cuba gentilmente para as reformas O artigo, divulgado pela imprensa oficial cubana, critica Washington por restabelecer sua IV Frota, que operará "nas águas adjacentes da América do Sul, América Central, no mar do Caribe e suas 12 ilhas, no México e nos territórios europeus neste lado do Atlântico." "A decisão de restabelecer a IV Frota foi anunciada na primeira semana de abril, quase um mês depois de o território do Equador ter sido atacado com bombas e tecnologia dos Estados Unidos", assinala o líder cubano, sem mencionar a Colômbia, como havia feito em artigos anteriores sobre o mesmo incidente. "Pior ainda: o fato ocorre quando é quase unânime a rejeição à desintegração da Bolívia promovida pelos Estados Unidos", assegura Castro. "Os porta-aviões e as bombas nucleares com que nossos países são ameaçados servem para semear o terror e a morte, mas não para combater o terrorismo e as atividades ilícitas", afirmou. "Os Estados Unidos já contam com as frotas II, III, V, VI e VII desdobradas no Atlântico Ocidental, no Pacífico Oriental, no Oriente Médio, no Mediterrâneo e Atlântico Oriental, e no Pacífico Ocidental", alertou. "Faltava só a IV Frota para custodiar todos os mares do planeta, nos quais os EUA têm nove porta-aviões Nimitz em atividade, ou muito próximos de estar em plena disposição combativa", acrescenta. "Nem um só país no mundo tem um poderio similar a este, com todas as sofisticadas armas nucleares, que podem chegar a poucas milhas de qualquer de nossos países. O próximo porta-aviões, o USS Gerald Ford, será de novo tipo: tecnologia Stealth invisível aos radares e armas eletromagnéticas", acrescenta. "O custo do último Nimitz foi de US$ 6 bilhões, sem incluir aviões, projéteis e despesas de operação, que também podem chegar a bilhões. Parece um conto de ficção científica. Com esse dinheiro poderiam ter sido salvas as vidas de milhões de crianças", conclui Fidel.

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