Porto Rico vai à ONU pedir independência

Governador da ilha diz que relação política com EUA não é 'plenamente democrática' e busca autonomia

Associated Press,

09 de junho de 2008 | 18h11

O governador de Porto Rico, Aníbal Acevedo Vilá, declarou nesta segunda-feira, 9, no Comitê de Descolonização da ONU que a relação política que mantém com os Estados Unidos não é "plenamente favorável" e disse que é preciso por fim à situação "o mais depressa possível." Vilá, que atualmente é acusado pelos EUA por atos de corrupção, criticou o governo do presidente George W. Bush por manter agendas partidaristas na discussão do status político de Porto Rico. "Sempre sustentei que o processo de auto determinação do povo de Porto Rico começou com a criação do Estado Livre Associado (ELA), mas nunca foi concluído." "Nossa relação política com os EUA, o qual apreciamos profundamente, não é, porém, plenamente democrática", afirmou o governante durante a visita ao comitê.  "O governo federal, principalmente durante a administração Bush, exerceu continuamente novos poderes políticos em Porto Rico, sem o consentimento dos governados. Esse é um contraste democrático, que tem de terminar o mais rápido possível", acrescentou. Vilá pediu que a Assembléia Geral da ONU inclua em sua agenda a discussão do futuro político da ilha, de maneira que possa começar um processo de livre determinação, como opção de manter um ELA com maior autonomia e soberania. Porto Rico é um Estado Livre Associado desde 1952. Os porto-riquenhos votaram para se manterem desta forma e negaram a condição de independência em referendos votados em 1967, 1993 e 1998.

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