Prefeito de Caracas faz greve de fome em escritório da OEA

Antonio Ledezma alerta para 'grave situação democrática da Venezuela' e pede que comissão do órgão vá ao país

Efe,

03 de julho de 2009 | 18h03

O prefeito de Caracas, Antonio Ledezma, anunciou nesta sexta-feira, 3, uma greve de fome na sede da Organização dos Estados Americanos (OEA) na capital venezuelana para denunciar, segundo ele, a "grave situação de instabilidade democrática" vivida na Venezuela. Em comunicado, Ledezma explicou que pede à OEA para que "designe uma comissão de alto nível que vá até a Venezuela para observar a grave situação da democracia" no país sob o governo do presidente venezuelano, Hugo Chávez.

 

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Segundo o prefeito, a organização deve observar em particular "a situação da Prefeitura Metropolitana de Caracas e dos estados de Táchira, Zulia, Miranda, Carabobo e Nueva Esparta", todos nas mãos da oposição. Ledezma denunciou em diversas ocasiões que teria sido privado de quase todas as suas atribuições executivas por Chávez, amparado por uma lei recentemente aprovada pelo Legislativo venezuelano a qual transfere ditas funções para um novo cargo, o de "chefe de governo" de Caracas, cujo ocupante é designado pelo presidente do país.

 

O chefe de Estado venezuelano também retirou dos Executivos estaduais nas mãos da oposição a administração de hospitais e de centros de ensino, o que foi condenado pelos líderes anti-Chávez afetados, entre eles o governador do estado de Miranda, Henrique Capriles.

 

Com a greve de fome, Ledezma pede a "imediata entrega dos recursos econômicos para pagar os salários dos trabalhadores da Prefeitura Metropolitana de Caracas", que estariam com oito meses de salários atrasados, segundo dados jornalísticos. O prefeito opositor também pede que "se detenha o arbitrário desmantelamento" da prefeitura "por parte do governo nacional."

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