Presidente boliviano e oposicionistas devem sobreviver a votação

O presidente da Bolívia, Evo Morales,deve sobreviver à votação confirmatória de mandato a serrealizada no próximo mês e, assim, dar prosseguimento à batalhacom os governadores da oposição em torno de suas reformasesquerdistas. Tanto Morales quanto oito governadores de Departamentos --entre os quais cinco da oposição que demandam mais autonomia dogoverno central -- seriam obrigados a deixar seus cargos casosejam derrotados na votação de 10 de agosto. O presidente sugeriu o pleito no final do ano passado emuma suposta tentativa de enfraquecer os governadoresoposicionistas. Mas uma pesquisa de intenção de voto publicada recentementepelo jornal La Prensa mostrou que Morales e a maior parte dosgovernadores rebeldes devem sobreviver ao pleito. O presidente está conclamando a maioria pobre do país que oapóie e o ajude a levar adiante reformas que poderiam dar aoEstado um controle maior sobre os setores de mineração e gásnatural, além de ampliar o poder dos grupos indígenas (maiorparte da população). "As pessoas precisam escolher se desejam continuar com asmudanças ou retomar o modelo neoliberal", afirmou Moralesrecentemente, no comício em que deu início a sua campanha paraa eleição confirmatória. Durante seus dois anos de governo, o presidente assumiu ocontrole sobre o setor energético da Bolívia e sobre sua maiorempresa de telefonia, em meio a uma onda de apoio para quefossem revertidas as políticas de abertura de mercado adotadasem 1990. Em seus comícios de campanha realizados em todo o país,Morales distribui cheques para projetos nos setoreseducacional, da saúde e de infra-estrutura. O dinheiro vem do programa de desenvolvimento custeado pelaVenezuela e chamado "A Bolívia muda, Evo cumpre", responsávelpor patrocinar, desde o começo de 2006, projetos em um valortotal de 110 milhões de dólares. O presidente venezuelano, Hugo Chávez, vem usando asreservas de petróleo de seu país para aumentar sua influênciaregional com aliados como Morales. O dinheiro ajudou o presidente boliviano a cumprir algumasde suas promessas de campanha, mas também alimentou acusaçõesde que o dirigente não passa de uma "marionete" de Chávez. (Reportagem adicional Ana Maria Fabbri) REUTERS FE

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