Presidente chinês promete continuar cooperação com Cuba

O presidente da China, Hu Jintao, prometeu continuar a ampliar "sem cessar" a cooperação com Cuba, estreitando a aliança entre as duas nações de governo comunista no momento em que a ilha empreende reformas econômicas, revelou uma carta divulgada nesta quarta-feira pela imprensa oficial cubana.

REUTERS

29 de setembro de 2010 | 12h44

A China é a segunda maior parceira comercial de Cuba, depois da Venezuela. Seus créditos dados em condições fáceis vêm permitindo a Cuba renovar seu maquinário industrial, eletrodomésticos, ônibus e até mesmo viaturas policiais.

"Estamos dispostos a trabalhar com os companheiros cubanos... para consolidar e aprofundar ao máximo a amizade tradicional, reforçar e ampliar sem cessar a cooperação amigável", disse Hu em carta enviada ao presidente Raúl Castro na ocasião do 50o aniversário das relações entre os dois países.

A mensagem do presidente chinês chega em um momento em que Castro está empreendendo uma reestruturação profunda da economia socialista cubana, eliminando meio milhão de empregos públicos em seis meses e triplicando o tamanho do setor privado.

Embora as autoridades da ilha tenham negado, alguns analistas acreditam que Cuba vá seguir um caminho semelhante ao da China, nação socialista que a partir de 1989 abriu sua economia ao capital.

"Tanto a China como Cuba estão trabalhando para encontrar um caminho de desenvolvimento apropriado. Elas compartilham a mesma tarefa de desenvolver a economia e elevar o nível de vida da população", disse Hu.

O intercâmbio comercial entre Cuba e China foi de cerca de 1,54 bilhão de dólares em 2009, mas caiu cerca de 30 por cento com relação a 2008, quando tinha chegado a 2,2 bilhões, segundo cifras oficiais.

Em junho os dois países revelaram que têm em andamento 13 empreendimentos mistos, sete dos quais na ilha, nos setores das indústrias mecânica e leve, comunicações, produção agrícola e turismo.

Em junho veio à tona que uma plataforma de perfuração de petróleo construída na China chegará a Cuba no início de 2011, abrindo o caminho para a exploração em grande escala das reservas de óleo cru da ilha.

(Reportagem de Nelson Acosta)

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