Presidente colombiano busca novas táticas contra rebeldes

Ataques das Farc 'macham' popularidade de Juan Manuel Santos, eleito há um ano

LUIS JAIME ACOSTA, REUTERS

08 de agosto de 2011 | 08h59

BOGOTÁ - O presidente colombiano, Juan Manuel Santos, prometeu no domingo, 7, desenvolver estratégias melhores na guerra contra guerrilheiros marxistas que ainda conseguem realizar pequenos ataques apesar de estarem em seu momento mais fraco em décadas.

O líder conservador, aliado dos EUA, marcou seu primeiro ano no cargo no final de semana com altos índices de popularidade e avanços econômicos que conquistaram para a Colômbia o status de grau de investimento pelas três agências de classificação de risco.

Essas conquistas foram manchadas, no entanto, por um recente aumento na violência pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), como um ataque na semana passada que matou um trabalhador do setor do petróleo e deixou seis pessoas feridas.

"Eu pedi ao Ministério da Defesa para que revise a forma com que o (Exército) controla o território, inclusive nossas fronteiras, para que nossas forças sejam mais eficientes e efetivas", disse Santos em um pronunciamento.

Ele assumiu a Presidência da nação andina, uma das maiores aliadas de Washington na América Latina, prometendo aprofundar os sucessos em segurança alcançados por seu predecessor Alvaro Uribe.

A repressão de Uribe contra as Farc conduziu a deserções de rebeldes, prisões de importantes membros e a morte de lideranças.

A queda na violência atraiu bilhões de dólares em investimentos estrangeiros nos setores de mineração e petróleo da Colômbia nos últimos cinco anos, que permitiram ao país impulsionar a produção de petróleo bruto e carvão a altas históricas.

No entanto, rebeldes continuam fortes em algumas áreas remotas do país de 46 milhões de habitantes, que se beneficiam em parte pelo envolvimento no comércio de cocaína e alianças com outros grupos armados.

Em junho, as Farc sequestraram três trabalhadores chineses do setor de petróleo na região de Caqueta, no sul do país. No mesmo mês, os rebeldes atingiram um posto de controle no leste, ferindo dois soldados, e foram responsabilizados por uma recente explosão que matou duas pessoas e deixou mais oito feridos.

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