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Presidente colombiano descarta cessar-fogo em negociação com Farc

'Vamos manter a pressão militar em todos os rincões da pátria', disse Juan Manuel Santos

Reuters

06 de setembro de 2012 | 21h30

BOGOTÁ - O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, descartou na quinta-feia um cessar-fogo bilateral durante a negociação de paz do governo com a guerrilla Farc, em outubro, na Noruega, apesar de o grupo rebelde ter anunciado que este será um dos primeiros temas que colocará na mesa de diálogo. "Vamos manter a pressão militar em todos os rincões da pátria", disse o presidente em entrevista ao canal Caracol.

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O governo de Santos e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) buscam com a negociação colocar fim ao violento conflito interno de quase cinco décadas, o mais longo do continente. 

O líder das Farc Mauricio Jaramillo afirmou na capital de Cuba que o cessar-fogo bilateral será um dos primeiros temas que o grupo rebelde vai apresentar ao governo na mesa de negociação. "Vamos propor um cessar-fogo imediatamente quando nos sentarmos à mesa", disse Jaramillo numa entrevista coletiva em Havana. "Ou melhor, vamos lutar por isso. Vamos discutir lá sobre a mesa, mas é um dos primeiros pontos."

Há uma década, na última tentativa de encerrar o conflito, os rebeldes usaram um cessar-fogo para fortalecer suas operações militares e estabelecer uma lucrativa rede de tráfico de cocaína.

Os rebeldes disseram que o início do diálogo está previsto para 8 de outubro, na Noruega. Em seguida, o processo será transferido para Havana. 

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