Presidente colombiano visita área de chuva;30 corpos são achados

Temporais já deixaram quase 200 mortos e afetaram mais de 1,5 milhão de pessoas no país

REUTERS

07 de dezembro de 2010 | 18h24

Santos fala com moradores de área afetada pela chuva. Foto: Divulgação/presidência colombiana/Reuters

BOGOTÁ - O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, pediu na terça-feira que as áreas de risco afetadas pelas fortes chuvas sejam esvaziadas, enquanto equipes de resgate continuavam a busca por corpos no local onde mais de 100 pessoas ficaram soterradas por causa de um desmoronamento.

Os socorristas conseguiram resgatar até agora 30 corpos de vítimas do deslizamento de domingo no bairro La Gabriela, construído sobre a ladeira de uma montanha do município de Bello, perto da cidade de Medellín.

A Colômbia enfrenta o que o governo considera como a pior tragédia natural em sua história, ocasionada por chuvas que deixaram quase 200 mortos e mais de 1,5 milhão de afetados.

"Temos que evitar por todos os meios possíveis que isto volte a acontecer. Diria que na medida do possível esvaziaremos esta região... eu lhes recomendaria que esvaziemos, que protejamos a vida de nossos cidadãos, de nossos compatriotas", disse Santos na região do deslizamento.

O presidente acrescentou que as equipes trabalharão para recuperar todos os corpos de vítimas da tragédia, mas os socorristas da Cruz Vermelha e a Defesa Civil tiveram que suspender os trabalhos devido à chuva que cai no local e que aumenta o risco de novos deslizamentos de terra.

"Dos 30 corpos resgatados, há 11 crianças, e isso nos dói mais", afirmou Santos, que admitiu que a emergência pelas chuvas, deslizamentos e inundações superou a capacidade de reação do Estado.

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) ofereceu ao governo colombiano um crédito de 350 milhões de dólares, e a comunidade internacional também começou a enviar ajuda econômica para os atingidos pelas chuvas.

(Reportagem de Albeiro Lopera)

Tudo o que sabemos sobre:
COLOMBIAVISITAMORTOS*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.