Presidente da Colômbia descarta conceder status político às Farc

O presidente da Colômbia, Alvaro Uribe,descartou na quinta-feira conceder status político às ForçasArmadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), opondo-se aopresidente do Equador, que disse que reconhecerá o gruporebelde como uma força beligerante, caso este abandone ossequestros e ataques considerados terroristas. As relações diplomáticas entre Bogotá e Quito estãoestremecidas desde que as forças militares colombianas atacaramum acampamento das Farc em solo equatoriano, em março, matandoo líder rebelde Raúl Reyes. "Que os meus compatriotas majoritariamente, quem sabe atéunanimemente, assinem documentos para defender nossa democraciae evitar estes atentados que são contra a democracia eacontecem quando se propõe o status de beligerância a favor deum grupo terrorista", disse Uribe à rádio local RCN, numa clararesposta a Rafael Correa, que declarou na quarta-feira:. "Se as Farc abandonarem essas práticas e cumprirem ascondições para serem tratadas como força beligerante, ou seja,que controlem um território, que tenham uma força armadaorganizada, que respeitem os códigos de guerra (...), é claroque teríamos de reconhecê-las como força beligerante", disseCorrea em entrevista à televisão estatal venezuelana. Correa também diz que, antes de mais nada, as Farc têm deliberar incondicionalmente seus reféns, entre eles afranco-colombiana Ingrid Betancourt. Para Uribe, as Farc descumprem as condições que a tornariamuma força beligerante, pois só se pode reconhecer um grupo quetenha controle territorial e um comando unificado que exerçajustiça e cumpra o direito internacional humanitário. Uribe refez a promessa que o levou ao poder em 2002:derrotar militarmente o grupo rebelde, em um esquemademocrático apoiado pelos Estados Unidos. "As Farc podem escolher entre dois caminhos: ou seretificam e fazem paz, o que se faz em cinco minutos, ou o povocolombiano, apoiando o governo e as forças públicas, continuarácom a tarefa de derrotá-los", disse Uribe. (Com colaboração de Enrique Pretel, em Caracas)

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