Presidente da Colômbia e Farc falarão sobre processo de paz

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, e a guerrilha Farc falarão separadamente nesta terça-feira para divulgar detalhes sobre as negociações de paz que começarão nas próximas semanas com o objetivo de encerrar o conflito de quase cinco décadas de duração.

NELSON ACOSTA, Reuters

04 de setembro de 2012 | 13h24

Santos anunciou no Twitter que fará um pronunciamento por rádio e TV às 14h30 (horário de Brasília), enquanto as Farc vão conceder uma entrevista coletiva em Havana uma hora depois, de acordo com o Ministério de Relações Exteriores cubano.

Esta é a primeira vez que representantes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), a guerrilha de esquerda mais antiga da região, falarão diretamente com a imprensa e, apesar de Cuba não ter dado detalhes, tudo indica que o grupo vai abordar as conversações exploratórias para um acordo de paz.

"Informamos sobre a realização de uma coletiva de imprensa das Farc-Colômbia", disse o Ministério das Relações Exteriores de Cuba em um comunicado sucinto marcado como "urgente" e divulgado para a imprensa na ilha.

Cuba, Chile, Noruega e Venezuela apoiarão novas rodadas de negociações de paz, que aconteceriam em Havana, entre as Farc e o governo de Bogotá, segundo fontes oficiais e da imprensa colombiana.

O presidente Santos confirmou na segunda-feira que o processo começará nas próximas semanas, mas não deu detalhes sobre o lugar, nem a data exata para o início das negociações.

O comandante máximo da guerrilha colombiana, Rodrigo Londoño, conhecido como Timoleón Jiménez ou "Timochenko", disse em um vídeo divulgado na segunda em um site da Internet que o grupo chega "à mesa de diálogo sem rancor ou arrogância".

As negociações de paz anteriores entre o governo colombiano e as Farc ocorreram durante a presidência do conservador Andrés Pastrana e se estenderam entre 1999 e 2002, mas fracassaram devido à intensidade da ofensiva militar e sequestros pelo grupo rebelde.

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