Presidente da estatal boliviana YPFB é exonerado por corrupção

Evo Morales anunciou demissão de Santos Ramirez durante cerimônia; ministro do Planejamento asssume cargo

Reuters,

31 de janeiro de 2009 | 15h50

O presidente da Bolívia, Evo Morales, exonerou neste sábado, 31, o presidente da estatal petrolífera YPFB, Santos Ramirez, após uma sucessão de denúncias, que ameaçavam provocar uma nova tormenta política no país, de corrupção na construção de uma indústria para extração de líquidos conectado ao sistema de exportação de gás ao Brasil.   Ramirez, ex-senador do governante Movimento ao Socialismo (MAS), foi substituído por Carlos Villegas, ex-ministro de Hidrocarbonetos e atual ministro do Planejamento, que recebeu a ordem presidencial de "deixar transparente" a gestão da YPFB, que controla exportações de gás vitais ao Brasil e à Argentina.   Villegas, considerado um dos mentores de Morales, é o sexto presidente da YPFB após a posse de Morales, há pouco mais de três anos. Não ficou claro de imediato se ele continuará à frente da pasta. "Esta é uma designação de emergência para acabar com a corrupção", disse o presidente boliviano durante a cerimônia de posse de Villegas no Palácio do Governo, transmitido ao vivo pela emissora televisiva estatal.   "O governo nacional lidera a luta contra a corrupção e vão continuar com esse trabalho para diminuir a corrupção no Estado", afirmou Morales, que revelou ter em seu poder uma lista com ao menos 10 funcionários governamentais que poderiam perder os cargos em breve por envolvimento com corrupção. O presidente aplaudiu a iniciativa da oposição no Senado para investigar o caso que denunciou Ramirez e pediu à Justiça que atue com rapidez e eficiência.

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