Presidente deposto de Honduras pega avião cedido por Chávez

Manuel Zelya foi vítima de golpe de Estado; venezuelano diz que não vai 'mais permitir gorilas nesse continente

Agências internacionais,

28 de junho de 2009 | 23h37

O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, pegou um avião cedido pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez, para encontrá-lo na cúpula da Aliança Bolivariana das Américas (Alba) e dos Sistema de Integração (Sica). O avião partiu da Costa Rica para a Nicarágua na noite deste domingo, 28. Chávez já adiantou que fará o que for preciso para reconduzir Zelaya no cargo porque "não vamos permitir mais gorilas nesse continente".

 

O novo presidente de Honduras, Roberto Micheletti, anunciou neste domingo, 28, um toque de recolher de pelo menos 48 horas. Ele justificou a medida sob o argumento de que o país precisa recuperar a tranquilidade no meio da crise causada após o presidente Manuel Zelaya ter sido preso e expulso para a Costa Rica por soldados do exército na manhã deste domingo. Micheletti disse ainda que está disposto a receber Zelaya se ele quiser retornar.

 

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A OEA repudiou o golpe militar que destituiu, neste domingo, 28, o presidente de Honduras, Manuel Zelaya. O organismo internacional convocou uma sessão de emergência dos chanceleres americanos para determinar as ações que a instituição adotará contra os golpistas e o governo instalado em Tegucigalpa.

 

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) expressou seu "firme apoio às instituições democráticas de Honduras e pediu a restituição a seus cargos, dos representantes democraticamente eleitos, dentre eles o presidente. Ban Ki-Moon disse que está "profundamente preocupado" com os acontecimentos recentes no país centro-americano e condena a prisão de Zelaya e seus colaboradores.

 

No front diplomático, cresce a pressão para que o presidente, eleito democraticamente, seja reconduzido ao cargo. O embaixador dos EUA em Tegucigalpa, Hugo Llorens, disse que Zelaya é o único governante do país reconhecido pela Casa Branca, o que foi confirmado por funcionários de Washington. Segundo eles, Zelaya é o único governante democraticamente eleito e será o único a ser reconhecido pelso Estados Unidos.

 

O Itamaraty divulgou nota em que condena de forma veemente"a retirada de Zelaya do Palácio Presidencial e sua condução para fora do país e defendeu a reposição "imediata e condicional" a suas funções. "Ações militares desse tipo configuram atentado à democracia e  não condizem com o desenvolvimento político da região", acentua a nota.

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