Presidente do Equador ataca Odebrecht e ameaça expulsá-la

Empresa brasileira é acusada pelo governo de construir uma usina hidrelétrica com danos estruturais

Efe e Reuters,

15 de setembro de 2008 | 06h19

O presidente equatoriano, Rafael Correa, atacou a construtora brasileira Odebrecht, acusada de construir uma usina hidrelétrica com danos estruturais. O líder afirma que se a obra não for reparada e a empresa não pagar o que o Estado exige, a expulsará do país.   O presidente do Equador, Rafael Correa, exige que empresa assuma o pagamento das indenizações pela paralisação da central, de 230 megawatts de potência, além de devolver um prêmio dado à empresa pela entrega antecipada do projeto. "Se não prestarem contas, terão que ir embora", destacou Correa em entrevista na televisão, na qual lembrou que uma usina hidrelétrica recentemente inaugurada teve que parar sua geração ao serem detectados erros estruturais sérios.   "Estou 'por aqui' (fazendo sinal na cabeça) com a Odebrecht, quanto mais cavo mais lama encontro", ressaltou Correa. "Estes senhores (da empresa brasileira) foram corruptos e corruptores; compraram funcionários do Estado. O que está sendo feito é um assalto ao país", assegurou.   Segundo Correa, a Odebrecht, que tem um longo histórico de construções no país, é investigada no Equador por suposta corrupção, pois assegurou que algumas obras eram concluídas com "um terço de capacidade e o triplo de custo". A usina de San Francisco está localizada no centro do país e responde por cerca de 12 por cento da capacidade energética do Equador. Ela é a segunda maior do país e foi inaugurada no ano passado, mas desde 6 de junho vem apresentando falhas técnicas que a obrigaram a interromper a geração, colocando em risco o abastecimento de energia do país andino.   A construtora brasileira tem outro projetos no Equador como a construção de outra central hidrelétrica, uma estrada e um aeroporto na região amazônica, contratos que representam cerca de 800 milhões de dólares, segundo as autoridades do país.

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