Presidente do México quer aliança energética com o Brasil

O presidente do México, Felipe Calderón, expressou neste domingo seu interesse em uma aliança entre as estatais petrolíferas de seu país e do Brasil para ampliar a capacidade de produção de hidrocarbonetos de ambos os países.

REUTERS

16 de agosto de 2009 | 18h48

O presidente mexicano visitou as unidades da Petrobras.

Calderón, que se reuniu com o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, ressaltou que a estatal brasileira triplicou sua produção desde a década de 1990 e está perto dos 2,5 milhões de barris por dia do México.

No entanto, a produção da Pemex no período caiu em 600 mil barris, comprometendo as receitas do país.

O México realizou uma reforma da indústria petrolífera, permitindo investimentos privados limitados, enquanto o Brasil abriu muito mais.

"Não posso deixar de mencionar que a Petrobras, quase uma das maiores empresas do mundo ... realizou uma mudança estrutural importante", disse Calderón, apontando os avanços de pesquisas tecnológicas e exploração da estatal brasileira.

O presidente destacou que enquanto a Petrobras conseguiu perfurar na área norte-americana do Golfo do México a 10 mil pés, a Pemex chegou a apenas 3 mil na região mexicana.

Calderón, que nesta segunda-feira se reunirá em Brasília com presidente Luiz Inácio Lula da Silva, insistiu em um acordo mais profundo em relação aos pactos atuais entre a Petrobras e a Pemex.

"Meu interesse específico é primeiramente uma aliança entre a Petrobras e a Pemex, mas sobretudo uma aliança entre o Brasil e o México, para ampliar a capacidade produtiva de ambos os países para o benefício de nossos povos e da região", afirmou.

A produção de petróleo é fundamental para os cofres dos dois países e Calderón ressaltou que o petróleo equivale praticamente a 40 por cento de toda a receita pública de seu país.

(Reportagem de Julio Villaverde)

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