Presidente do Peru anuncia plano social para amenizar conflitos

O presidente peruano, Ollanta Humala, prometeu neste sábado em mensagem ao Congresso acelerar os gastos sociais, numa tentativa de trazer os benefícios do rápido crescimento econômico do país para a população.

Reuters

28 de julho de 2012 | 18h03

A mensagem, embora escassa de medidas concretas, visa coibir protestos que marcaram seu primeiro ano no cargo.

Humala anunciou uma série de metas relacionadas à redução da pobreza que se estende por quase 30 por cento no país.

Os protestos ameaçam projetos milionários de mineração, totalizando cerca de 30 bilhões de dólares nos próximos cinco anos, que são considerados chave para o financiamento da promessa do presidente buscar uma maior equidade social.

"Nós fizemos um progresso considerável nesse processo de crescimento inclusivo na democracia, mas também tenho que admitir que não conseguimos tudo o que nos propusemos a atingir, todo começo é difícil", disse Humala.

"Esperamos que a pobreza total seja reduzida para 15 por cento até 2016", disse o presidente, um militar da reserva que chegou ao poder depois de mudar sua postura radical.

Protestos sociais aumentaram recentemente em rejeição ao projeto de mineração Conga, de 5 bilhões de dólares, da Newmont, porque a população local acredita que as obras podem afetar fontes de água.

Em protesto contra o Conga, cinco pessoas morreram no início de julho.

A mineração responde por 60 por cento das exportações e é o maior contribuinte para as receitas do país.

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