Presidente do Peru defende renúncia de vice acusado de corrupção

O presidente do Peru, Ollanta Humala, disse no domingo que seu vice, Omar Chehade, deveria cogitar renunciar devido às denúncias de corrupção que enfrenta, mas que ele próprio aguardará a conclusão dos inquéritos antes de tomar qualquer decisão.

TERRY WADE E MARCO AQUINO, REUTERS

07 de novembro de 2011 | 09h05

Chehade, um dos dois vice-presidentes peruanos, causou a primeira crise política do governo Humala, ao ser acusado de pedir ajuda a um general da força policial para desalojar trabalhadores de uma cooperativa canavieira em cuja aquisição um irmão dele estava interessado.

O procurador-geral e o Congresso estão investigando as denúncias, que ameaçam derrubar a expressiva popularidade do esquerdista Humala.

Em pronunciamento pela TV para fazer um balanço dos primeiros cem dias de mandato, Humala disse: "Deixaremos que a comissão de ética do Congresso resolva isso. Pessoalmente, acho que seria bom para ele renunciar, mas isso deve partir dele. Acho que fazer isso permitiria que ele se defendesse melhor, não só diante do Congresso, mas também do procurador-geral."

Chehade nega envolvimento em quaisquer irregularidades.

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