Danny Alveal/Efe
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Presidente eleito do Chile critica governo de Hugo Chávez

Piñera diz que diferenças com líder venezuelano 'são profundas' quando se trata de democracia e economia

Efe,

19 de janeiro de 2010 | 09h17

O empresário Sebastián Piñera, eleito presidente do Chile para os próximos quatro anos, criticou o líder da Venezuela, Hugo Chávez, "pela forma como pratica a democracia e pelo modelo econômico" que aplica em seu país.

 

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"Eu tenho muitas críticas à forma como estão sendo tratados os temas públicos na Venezuela e quero dizer isso com muita clareza", assinalou Piñera em entrevista coletiva com a imprensa estrangeira.

 

O presidente eleito, que derrotou o senador democrata-cristão Eduardo Frei, encerrando assim duas décadas de Governos da Concertação, explicou que as diferenças com Chávez "são profundas e têm a ver com a forma como se concebe e se pratica a democracia, o modelo de desenvolvimento econômico e muitas (coisas) mais". Piñera, porém, garante que o novo governo vai "buscar as melhores relações em benefício mútuo com todos os países da América Latina, incluindo a Venezuela".

 

O novo líder, que assume a presidência do Chile em Março, considerou que há atualmente na América Latina "um verdadeiro renascimento e bonança da democracia". "Praticamente todos os países da América Latina, com exceção de Cuba, se reencontraram com sua democracia nas décadas de 80 e 90", lembrou Piñera, que lembrou que "dentro da democracia há opções".

 

"Eu posso visualizar dois grandes caminhos: um é o de países como Cuba, Venezuela, Nicarágua, Bolívia e talvez outros, e outro é o que lideram países como o México, Brasil, Colômbia, Peru e Chile", explicou, sem mencionar a posição do Brasil.

 

O empresário disse que prefere "a democracia com Estado de Direito; a independência entre os poderes executivo, legislativo e judiciário, o respeito à liberdade de expressão e de imprensa, e o respeito à alternância no poder". "Certamente, há modos diferentes que podem ser vistos na América Latina, mas cada país tem que escolher seu próprio caminho. O Chile escolheu o seu", concluiu.

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