Presidente paraguaio reduz agenda por ordem médica

O presidente paraguaio, Fernando Lugo, permanecerá a maior parte desta semana em sua residência, com uma agenda reduzida por recomendação médica, enquanto prossegue o tratamento contra um câncer linfático, disse nesta segunda-feira um ministro do governo.

REUTERS

23 de agosto de 2010 | 16h22

Lugo terá que frear suas atividades duas semanas depois de ter iniciado a quimioterapia para combater um linfoma não Hodgkin em estado clínico avançado, que despertou temores sobre a possibilidade do presidente não conseguir cumprir seu mandato de cinco anos até 2013.

Os médicos disseram que a doença do presidente, um socialista moderado de 59 anos, é altamente curável e Lugo afirmou ao retornar do Brasil --onde foi confirmado o diagnóstico-- que o tratamento não afetará suas funções como chefe de Estado.

O presidente passou o fim de semana em repouso, reduziu sua agenda desta segunda-feira, e o ministro das Comunicações, Augusto dos Santos, disse que Lugo permanecerá o resto da semana em sua residência. O presidente, no entanto, poderá ir alguns dias à sede do governo.

"Está muito bem, muito animado. Está bem de saúde... cumprindo com os protocolos estabelecidos pela equipe médica", disse Dos Santos.

Lugo caminhou durante meia hora pelo gramado da residência presidencial, saudou os repórteres que estavam no local, e voltou à residência junto com seus principais colaboradores.

Na terça-feira, o presidente será submetido a um exame de sangue para análise de DNA, como parte de um julgamento de paternidade após denúncia de Hortensia Morán, uma mulher que acusa o ex-bispo católico de ser pai de seu filho de dois anos.

Em 2009, Lugo reconheceu ser pai de um menino concebido enquanto ainda era sacerdote, um fato que afetou sua popularidade e impulsionou outras denúncias de paternidade.

O resultado do exame de DNA será conhecido em 15 dias, segundo o advogado de Lugo.

(Reportagem de Daniela Desantis)

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