Presidentes da América do Sul discutem crise na Bolívia

Anúncio sobre a reunião de emergência foi feito pelo presidente venezuelano Hugo Chávez

Ariel Palacios, O Estado de S. Paulo

13 de setembro de 2008 | 13h24

Os presidentes da União das Nações Sul-americanas (Unasul) realizarão, na segunda-feira, 15, uma reunião de cúpula de emergência para discutir a grave crise política e social que assola a Bolívia. No encontro, que ocorrerá em Santiago do Chile, os presidentes deverão declarar apoio institucional ao presidente boliviano Evo Morales.   Veja também: Entenda os protestos da oposição na Bolívia Filas se formam em frente às distribuidoras de gás   Imagens das manifestações   Chávez aproveita deterioração diplomática dos EUA   O anúncio sobre a reunião de emergência foi feito pelo presidente venezuelano Hugo Chávez, que explicou que a cúpula foi convocada pela presidente chilena Michelle Bachelet. Chávez, que ao longo dos últimos dias declarou que estava disposto a qualquer medida para proteger o governo de seu aliado Morales, foi o primeiro em confirmar sua presença, de forma enfática: "É óbvio que irei!"   A cúpula será realizada em Santiago porque o Chile ocupa atualmente a presidência da organização.   A Unasul é composta pelos 12 países da América do Sul: a Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai, Venezuela, Bolívia, Colômbia, Equador, Peru, Chile, Suriname e Guiana (a ex-Guiana Britânica). As únicas exclusões da Unsaul na América do Sul são a Guiana Francesa (departamento de além-mar da França) e as Ilhas Malvinas (pertencente à Grã-Bretanha).   A Unasul foi criada no ano passado, com a intenção de aprofundar a integração econômica e política da região. Sua antecessora foi a Comunidade Sul-americana de Nações (CSN), fundada originalmente em 2004.

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