Presidentes devem deixar raiva e vaidade de lado, diz Uribe

Em clara referência a Chávez, colombiano afirma que governantes devem respeitar o povo que representam

REUTERS

28 de novembro de 2007 | 18h20

O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, disse nesta quarta-feira, 28, que os chefes de Estado devem respeitar o povo que representam e deixar de lado suas raivas e vaidades pessoais, após críticas feitas por seu colega venezuelano, Hugo Chávez. As declarações de Uribe acontecem em meio à crise diplomática com a Venezuela, já que Chávez o acusou de mentiroso e de ser "um triste peão do império" dos Estados Unidos, depois da suspensão de sua mediação com a guerrilha na tentativa de libertar um grupo de reféns. "Os chefes de Estado têm que pensar não em suas próprias raivas, em suas próprias vaidades, e sim na necessidade de respeitar primeiro o povo que representam", disse o presidente colombiano em entrevista coletiva, em resposta a uma pergunta sobre Chávez ter classificado-o como "peão". No entanto, ele não fez referência direta ao nome do presidente venezuelano. Uribe, diferentemente de Chávez, assumiu nos últimos três dias uma atitude de discrição e prudência no que é considerada a pior crise dos últimos anos nas relações diplomáticas entre Bogotá e Caracas. A crise entre os dois países, que compartilham uma fronteira terrestre de 2.219 quilômetros e mantêm um comércio ativo, surgiu depois que Uribe suspendeu, há uma semana, a mediação de Chávez com as Farc. Entre os reféns que a guerrilha busca trocar por cerca de 500 rebeldes presos estão a ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt e três norte-americanos. (Por Javier Mozzo)

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