Presos cubanos devem ser soltos em breve, diz líder das Damas de Branco

Havana ainda deve libertar 13 dissidentes, segundo acordo firmado com a Igreja católica em julho

Reuters

12 de novembro de 2010 | 08h55

HAVANA - Uma dissidente cubana anunciou na quinta-feira, 11, que desistiu de intensificar os protestos pela libertação de 13 presos políticos, por acreditar que eles serão soltos em breve.

 

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"Recebemos palavras de encorajamento", disse à Reuters Laura Pollan, líder das chamadas Damas de Branco, acrescentando que um dos 13 presos recebeu das autoridades a informação de que será solto dentro de 15 a 30 dias. Ela acha que os demais prisioneiros serão libertados no mesmo período.

"Eles (autoridades) não disseram em nenhum momento que o acordo foi rompido, portanto o processo de libertações vai continuar", afirmou ela, referindo-se ao anúncio feito em julho pelo governo, após mediação da Igreja Católica, de que 52 presos políticos seriam soltos. Desse grupo, 13 permanecem na cadeia, inclusive o marido de Pollan, Hector Maseda.

Os 52 dissidentes envolvidos na negociação foram presos em 2003, numa onda de repressão a opositores do regime comunista. Em julho, a Igreja disse que a libertação de todos eles levaria "de três a quatro meses".

No domingo passado - quando se completaram quatro meses do anúncio - as Damas de Branco, formadas por esposas e mães dos prisioneiros, disseram que o governo havia descumprido o prazo e enganado a comunidade internacional.

As ativistas prometeram inicialmente intensificar seus protestos, mas Pollan disse que elas irão esperar mais, pois receberam nesta semana garantias de diplomatas europeus e de membros da Igreja de que o governo não desistiu de soltar os dissidentes.

"Somos mulheres pacíficas", disse ela. "Vamos esperar mais alguns dias, e esperamos que os prisioneiros também entendam e não enlouqueçam", afirmou ela.

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