David Fernández/Efe
David Fernández/Efe

Préval: ajuda internacional ao Haiti 'deve ir além do terremoto'

Presidente reconhece que país já estava em situação ruim antes da catástrofe e pede continuação da ajuda

Efe,

18 de janeiro de 2010 | 18h08

O presidente do Haiti, René Préval, disse nesta segunda-feira, 18, que a ajuda dirigida ao país deve ir além "de curar as feridas" provocadas pelo terremoto do último dia 12. Préval reconheceu que o Haiti já atravessava uma situação difícil antes do terremoto, que a agravou, e por isso pediu à comunidade internacional que continue com as iniciativas conduzidas em seu país a partir do tremor.

 

Veja também:

linkOEA pede corredor entre República Dominicana e Haiti

link'Reconstrução do Haiti não virá do exterior', diz presidente

linkHillary: Préval deu 'liberdade de ação' aos EUA no Haiti

 

Segundo o presidente haitiano, o terremoto "é um acontecimento", e por isso "não podemos só curar as feridas do terremoto". "Devemos reforçar as instituições, a democracia, criar empregos, tomar a frente dos milhões" de dólares destinados ao país por causa da tragédia, ressaltou Préval na abertura da reunião preparatória para a cúpula internacional para a reconstrução e o desenvolvimento do Haiti, no palácio presidencial da República Dominicana.

 

O presidente haitiano agradeceu a rápida resposta da comunidade internacional e especialmente a

VEJA TAMBÉM:
video Assista a análises da tragédia
mais imagens As imagens do desastre
blog Blog: Gustavo Chacra, de Porto Príncipe
especialEntenda o terremoto
especialInfográfico: tragédia e destruição
especialCronologia: morte no caminho da ONU
lista Leia tudo que já foi publicado

 

Fernández, o primeiro presidente estrangeiro a visitar seu país para constatar a magnitude da tragédia. Préval acrescentou que o difícil momento do Haiti pode ajudar a reforçar os vínculos com a República Dominicana, dois países que, em sua opinião, estão "condenados" à unidade.

 

República Dominicana e Haiti, que compartilham a ilha de Hispaniola, mantêm uma relação marcada por momentos de conflito derivado da presença de quase um milhão de haitianos no país vizinho, muitos deles em situação ilegal. No entanto, "é imprescindível que superemos as diferenças do passado", disse Préval, ao argumentar que a República Dominicana continuará tendo problemas enquanto seu país tiver.

 

A reunião preparatória para a cúpula começou com Préval e seu homólogo dominicano, que estão reunidos com o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, e com a vice-presidente do governo da Espanha, María Fernández de la Vega. Também estão presentes à reunião representantes de Brasil, Estados Unidos, Canadá e de vários países da América Latina. A cúpula internacional para a reconstrução e o desenvolvimento do Haiti ocorrerá no dia 25 de janeiro, no Canadá.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.