Principal cidade do Equador não aprova nova Constituição

Em Guayaquil, principal foco de tensão política no país, 47% votam no 'não'; Carta segue aprovada com 64%

Efe e Reuters,

30 de setembro de 2008 | 20h46

Com 100% dos votos apurados em Guayaquil, a principal cidade do Equador e foco da tensão política no país, confirmou-se a derrota do "sim" no referendo sobre a nova Constituição, realizado no último domingo. O Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) informou que, contabilizadas todas as mesas eleitorais da cidade, o"não", defendido pelo prefeito de Guayaquil, Jaime Nebot, principal opositor ao governo do presidente Rafael Correa, alcançou 46,97%, com 553.184 votos. Por sua vez, o "sim" à nova Constituição, promovida por Correa, obteve 45,68%, com 538.019 votos, enquanto o voto nulo supôs 6,83% e os votos em branco, 0,52%. Veja também:Constituição do Equador é aprovada com 64% dos votosChefe da Constituinte convida oposição para diálogo no EquadorEspecialista explica situação do país  Quanto à totalidade do país, com 98,69% dos votos apurados, o "sim" à nova Constituição ganha amplamente com 63,94%, o "não" obtém 28,08%, enquanto 7,23% votaram nulo e 0,74%, em branco. Em números absolutos, o "sim" capta até o momento 4.687.692 votos, enquanto o "não" soma 2.058.763 votos. Um total de 9.754.883 equatorianos estava apto a votar no referendo de domingo, para aprovar ou rejeitar a nova Carta Magna redigida pela Assembléia Constituinte. De acordo com o TSE, a abstenção registrada nas urnas foi de 23,41%. Mais poder A nova Constituição representa um marco fundamental na campanha de Correa para ampliar a participação estatal nos lucros auferidos pelos setores petrolífero e minerador. A Carta Magna também ajudará o presidente em seus esforços para debelar a instabilidade política no Equador, onde se elegeu dois anos atrás prometendo tirar do poder as elites corruptas.  A vitória no referendo de domingo centraliza os poderes ao redor de Correa e o permite disputar uma reeleição em 2009. A instabilidade política no país assistiu a presidentes serem afastados do cargo por manifestações de rua, pela ação de militares e pela ação do Congresso.

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