Prioridade da ONU no Peru é levar crianças de volta às escolas

Cerca de 220 mil ficaram sem aulas após terremoto; mais de 300 classes temporárias serão instaladas em Pisco

31 de agosto de 2007 | 19h08

As agências da ONU estão trabalhando ao lado do governo peruano e de ONGs para conseguir o que consideram prioridade na reconstrução do país: garantir que mais de 220 mil crianças no sul do Peru voltem a estudar após o terremoto que destruir a região. "Voltar pra escola é um dos meios mais efetivos para que as crianças tenham um senso de normatização em suas vidas após um evento traumático", afirmou a Unicef, fundo da ONU para crianças, direto de Pisco, cidade mais afetada pelo terremoto que matou mais de 500 pessoas. Os esforços vêm por parte da Unicef, da Unesco, do Ministério da Educação e de ONGs especializadas em educação, além de autoridades governamentais locais e regionais para fazer com que as crianças voltem para as escolas o mais rápido possível. De acordo com o Ministério, crianças de aproximadamente mil escolas afetadas deveriam continuar seus estudos em salas de aula levantadas ao lado dos prédios danificados. Mais de 300 classes temporárias estão sendo instaladas em Pisco, como em três áreas urbanas destruídas pelo terremoto. Cerca de 1,500 professores deixaram a região após o desastre, que destruiu mais de 37 mil casas e quatro hospitais. Antes de começar as aulas, os professores que voltarem receberão aconselhamento psicológico para ajudar a lidar com a tragédia.

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