Prisão do prefeito de Caracas mostra pânico de Maduro, diz esposa de Ledezma

O presidente da Venezuela está em pânico sobre a queda de sua popularidade e revelou sua face autoritária com a prisão do prefeito de Caracas, disse a mulher do político da oposição.

ALEXANDRA ULMER, REUTERS

22 de fevereiro de 2015 | 15h38

Antonio Ledezma, de 59 anos, foi capturado por agentes da inteligência em seu escritório na quinta-feira e acusado no dia seguinte por "conspirar" contra o governo socialista do presidente Nicolas Maduro.

Em uma entrevista neste domingo, sua esposa Mitzy, 64, disse que Maduro estava exibindo suas tendências ditatoriais, prendendo o veterano político antes das importantes eleições parlamentares de 2015.

"Maduro está aterrorizado, em pânico com a oposição. Ele sabe que todos os dias há mais adversários", disse Mitzy Ledezma.

Decisões da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), a escassez de produtos básicos de papel higiênico à farinha, e quase 70 por cento de inflação anual atingiram a popularidade de Maduro, eleito em 2013 para substituir o falecido Hugo Chavez.

Mitzy Ledezma disse que a prisão de seu marido foi um divisor de águas.

"Máscara de suposto democrata de Maduro caiu aos olhos do mundo", disse ela por telefone.

"Ele cometeu um grande erro. Haverá um antes e depois... A oposição está mais unida do que nunca."

A prisão de Ledezma já provocou manifestações isoladas em Caracas e violência na cidade ocidental de San Cristobal, mas não provocou grande agitação no país profundamente polarizado.

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