Processos eleitorais na Venezuela na presidência de Chávez

Líder venezuelano tenta aprovar emenda constitucional para ter o direito de reeleição ilimitada

Agências internacionais,

13 de fevereiro de 2009 | 15h19

Veja a cronologia dos principais processos eleitorais na Venezuela desde a primeira vitória de Chávez:   Veja também: A dinastia Chávez  Conheça os programas sociais apoiados por Hugo Chávez Veja os possíveis cenários criados pelo referendo de Chávez   1998 6 de dezembro - Chávez ganha as eleições presidenciais com 56,2% dos votos. Assume a presidência em 2 de fevereiro de 1999   1999 15 de dezembro - os venezuelanos aprovam com ampla maioria a nova Constituição Bolivariana, no mesmo dia em que entre 25 e 50 mil pessoas morreram por conta das chuvas no litoral do país.   2000 30 de julho - Chávez ganha com 59% dos votos a eleição presidencial convocada para legitimas os cargos públicos como marco da nova Constituição. Os "chavistas" controlam a Assembleia Nacionais, os Estados e os Municípios.   2004 15 de agosto - Chávez ganha o referendo revocatório com 59% dos votos, contra 40% de seus adversários, e é ratificado no cargo. O revocatório foi convocado após um abaixo assinado da oposição, depois do golpe de 2002, em que o presidente foi deposto durante 48 horas, e da greve geral que parou o país em 2003.   31 de outubro - são realizadas eleições regionais que dão vitória aos aliados de Chávez em 20 dos 22 Estados do país.   2005 7 de agosto - a candidatura única do oficialista União de Vencedores Eleitorais (UVE) consegue a vitória majoritária nas eleições municipais.   4 de dezembro - acontecem as eleições legislativas, sem a participação da oposição, e os partidários de Chávez ocupam os 167 lugares da Assembleia Nacional, em um processo eleitoral que registrou uma abstenção superior a 70%, segundo dados oficiais   2006 3 de dezembro - Chávez ganha as eleições para mais um mandato (2007-2013) com mais de 62% dos votos, em um processo marcado por tranquilidade e uma participação superior a 75%, segundo o Conselho Nacional Eleitoral (CNE)   2007 2 de dezembro - 50,7% dos venezuelanos rechaçaram a primeira tentativa de reforma constitucional impulsionada por Chávez, que incluía a reeleição presidencial ilimitada, entre outras propostas, enquanto 49,29% foi a favor. Um segundo pacote de mudanças foi recusado por 51,01% do eleitorado, contra 48,94% que o apoiou, segundo o CNE.   2008 23 de novembro - Ao vencer nos Estados mais populosos e economicamente importantes, a oposição venezuelana conseguiu uma grande oportunidade para lutar por uma divisão de poder mais equitativa. Chávez conquistou a maioria dos Estados, recuperando três regiões cujos governadores haviam rompido com o chavismo e vencendo em número de votos. Mas, mesmo assim, sai enfraquecido da disputa. O Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), de Chávez, venceu em 17 Estados. A oposição levou a prefeitura das duas maiores cidades, Caracas e Maracaibo, e mais 5 Estados de peso: Zulia, que produz 80% do petróleo venezuelano, Carabobo, o principal polo industrial da Venezuela, Miranda, onde está Caracas, Táchira, na fronteira com a Colômbia, e Nueva Esparta. Juntas, essas regiões representam quase 45% da população venezuelana e 70% da atividade econômica. Nas últimas eleições (2002), os opositores haviam ganhado em apenas dois Estados (Zulia e Nova Esparta).   2009   O Conselho Nacional Eleitoral convocou para o dia 15 de fevereiro o novo referendo sobre a emenda constitucional que, se for aprovada, permitirá que Chávez tente a reeleição ilimitadamente. No dia 2 de fevereiro, o presidente completou dez anos no poder, já em seu segundo mandato.

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