Procurador colombiano respalda norma sobre troca com Farcs

Uribe assinou esta norma num momento de crescente temor pela saúde de Ingrid Betancourt

EFE

29 de março de 2008 | 01h34

O procurador-geral da Colômbia, Mario Iguarán, disse nesta sexta-feira em Bogotá que respalda a norma governamental que permite ao presidente Álvaro Uribe ordenar a libertação de guerrilheiros dentro de um acordo de troca por reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). Em comunicado divulgado por seu escritório, Iguarán ratificou que a Procuradoria Geral "está disposta a contribuir para que os seqüestrados retornem a seus lares". O alto funcionário ofereceu seu apoio ao "decreto do Governo que dá poder ao Presidente da República para suspender a pena de guerrilheiros pertencentes às Farc". Uribe assinou esta norma na quinta-feira à noite, em um momento no qual cresce o temor pelo estado de saúde da ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt, seqüestrada desde o dia 23 defevereiro de 2002. Betancourt está no grupo de reféns que as Farc pretendem trocar por 500 insurgentes presos, incluindo dois extraditados aos Estados Unidos. Os rebeldes condicionaram a troca à negociação de um acordo de troca humanitária em um território desmilitarizado, condição que Uribe não aceita. O decreto permite a libertação de rebeldes sentenciados ou condenados até mesmo por crimes que não podem ser anistiados ou indultados, sob a condição de abandonarem a luta armada. Além dos cativos com fins de troca, a norma tem alcance sobre os demais seqüestrados pelas Farc, que o Governo calcula em aproximadamente 700. Iguarán advertiu que apóia o decreto "entendendo que o acordo humanitário se dará com a libertação de todos os seqüestrados".

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