Ricardo Moraes/ Reuters
Ricardo Moraes/ Reuters

Procuradoria acusa policial que atropelou manifestante no Chile

Juiz responsável pelo caso determinou a liberdade do réu, que terá de comparecer mensalmente a uma delegacia e estabeleceu prazo de 150 dias para a investigação

Redação, O Estado de S.Paulo

21 de dezembro de 2019 | 21h14

A Procuradoria chilena apresentou neste sábado, 21, acusação contra o cabo Mauricio Carrillo por atropelar um manifestante durante os protestos registrados em Santiago, um dia antes, em meio à crise que abala o Chile. O policial foi identificado como o condutor do veículo que prensou o manifestante contra outro carro, conforme imagens divulgadas pela imprensa local.

O juiz responsável pelo caso determinou a liberdade do réu, que terá de comparecer mensalmente a uma delegacia, e estabeleceu um prazo de 150 dias para a investigação dos fatos.

O magistrado considerou que não era possível inferir "intencionalidade" à atuação do polícia com base nas imagens do atropelamento da vítima identificada como Óscar Pérez, de 20 anos.

O atropelamento aconteceu perto da Plaza Baquedano, na capital Santiago, por volta das 19h de sexta-feira, 20. Alguns manifestantes socorreram imediatamente o jovem, enquanto um grupo revidou contra os carros. Pérez foi levado para uma clínica e, segundo o boletim médico, fraturou a bacia, mas não corre risco de vida.

Os protestos no Chile eclodiram em 18 de outubro devido ao aumento da tarifa do metrô de Santiago, mas depois levaram a uma ampla queixa contra o governo de Sebastián Piñera e ao pedido de políticas sociais de maior igualdade. A crise social já deixou 26 mortos e milhares de feridos. / AFP

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