Arquivo/Reuters
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Procuradoria da Venezuela pede extradição de dono da Globovisión

Guillermo Zuloaga fugiu do país após prisão ter sido decretada contra ele

AP,

29 de junho de 2010 | 23h06

CARACAS- A Procuradoria Geral da Venezuela fez nesta terça-feira, 29, a um tribunal de Caracas um pedido de extradição do presidente do canal Globovisión, Guillermo Zuloaga, e de seu filho, Guillermo Zuloaga Siso, processados por abuso de poder econômico por causa de 24 veículos que estavam em uma propriedade do empresário. Se o pedido for aprovado, deve ser levado ao Tribunal Supremo de Justiça, que decidirá se o pedido procede ou não.

 

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O Ministério Público disse nesta terça em um comunicado que apresentou em um tribunal uma acusação contra o dono da emissora, seu filho e mais dois empresários pelos crimes de "usura genérica continuada" e "montagem ilegal". Em 11 de junho um tribunal pediu a prisão de Zuloaga e de seu filho.

 

O presidente do canal crítico do governo anunciou neste mês, sem revelar sua localização, que não retornaria ao país porque teme ser preso sem um devido processo. O ministro de Relações Exteriores venezuelano, Tarek El Aissami, disse na semana passada que pediu a prisão internacional de Zuloaga e de seu filho à Interpol.

 

O processo contra Zuloaga coincidiu com a intervenção do governo no Banco Federal, que era propriedade do banqueiro Nelson Mezerhane, acionista minoritário da Globovisión. Mezerhane denunciou em 14 de junho que a intervenção do Federal foi "um programa premeditado, manejado para ir asfixiando os empresários que somos cofundadores da Globovisión". O banqueiro disse nos Estados Unidos que não voltaria à Venezuela porque não tem garantias de um julgamento justo.

 

O presidente Hugo Chávez rechaçou as acusações de Zuloaga e Mezerhane, e advertiu que está disposto a assumir as ações que o banqueiro tem na Globovisión. Zuoloaga negou as acusações contra ele e disse que seu processo corresponde à postura crítica de seu canal contra o governo chavista.

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