Procuradoria da Venezuela vai investigar líderes estudantis

MP os acusa de violar ordem pública; Chávez promete punir policiais que não agirem contra protestos violentos

estadao.com.br,

29 de janeiro de 2010 | 16h23

A Procuradora-geral da Venezuela, Luisa Ortega Díaz, disse na quinta-feira, 28, que ordenou uma investigação para determinar se houve coação de dirigentes estudantis para levar adolescentes para protestos desta semana contra o fechamento da RCTV Internacional e o racionamento de energia na Venezuela. Também na quinta, o presidente Hugo Chávez prometeu punir policiais que se negarem a agir contra manifestações violentas.

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Segundo Ortega Díaz, o procurador do 101º distrito da área metropolitana de Caracas, Harvey Gutiérrez será responsável pelo caso. A procuradora informou ainda que recebeu um grupo de estudantes que teria denunciado uma pressão por parte dos grêmios estudantis.

Ortega Díaz não especificou o nome dos dirigentes, mas disse que líderes estudantis não podem incitar os alunos a ir para rua atentar contra a ordem pública. "Eles devem ser orientados sobre as condutas que devem assumir com a sociedade", disse a procuradora ao programa "Em Sintonia com o Ministério Público", transmitido pela Rádio Nacional da Venezuela, citado pelo diário "El Universal.

A chefe do Ministério Público disse ainda que formou uma equipe multidisciplinar para investigar a morte de dois estudantes em Mérida, no começo da semana.

Chávez

Ontem, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, exigiu que a polícia do Estado de Lara contenha os protestos estudantis na região. Na quarta-feira, a polícia regional não interveio contra estudantes que atiraram pedras e coquetéis molotov contra a de da Brigada Mecanizada de Lara, o que obrigou a Guarda Nacional a fazê-lo.

"Se a polícia de Lara não cumpre sua função vou ter de intervir. Não tenho problema com isso. Sou presidente da república toda e minha autoridade é a mesma independente de governos locais", disse Chávez.

O presidente acusou ainda a "burguesia apátrida" de usar os estudantes como marionetes contra ele. "Se seguirem por esse caminho, me obrigarão a tomar decisões radicais", disse durante o 1º Encontro Produtivo do Fundo Bicentenário, em discurso transmitido em cadeia de rádio e TV.

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