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Oswaldo Rivas/Reuters
Oswaldo Rivas/Reuters

Progresso na crise em Honduras é difícil, diz brasileiro na OEA

Pelo terceiro dia, polícia e ativistas pró-Zelaya se enfrentam em Tegucigalpa; delegações voltam a se reunir

Bruno Garcez, BBC

09 de outubro de 2009 | 19h33

A expectativa de progressos nas negociações entre o governo interino de Honduras e o presidente deposto do país, Manuel Zelaya, são "difíceis ou impossíveis", segundo disse nesta sexta-feira, 9, o embaixador brasileiro na Organização dos Estados Americanos (OEA). "Lamentavelmente devo reconhecer que os progressos são difíceis, senão impossíveis, mas mantemos a esperança de que se possa encontrar uma solução de paz para os hondurenhos", disse ele por telefone, de Washington, à BBC Brasil.

 

Veja também:

especialEspecial: O impasse em Honduras   

Casaes integrou a missão diplomática da OEA que esteve em Honduras esta semana para mediar a crise, mas a visita dos representantes internacionais não conseguiu avanços significativos nas negociações entre os dois lados. As negociações desta sexta-feira não trataram do maior entrave para um acordo, a volta do presidente deposto Manuel Zelaya ao poder.

As duas facções voltarão a se reunir neste sábado mas farão uma pausa à tarde para assistir a partida entre Honduras e Estados Unidos que pode classificar o time latinoamericano para o Mundial 2010. Se classificar-se será a primeira vez que a equipe hondurenha disputará o torneio desde 1982.

Confrontos

Pelo terceiro dia consecutivo, policiais e simpatizantes do presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, voltaram nesta sexta-feira a se enfrentar na capital hondurenha, Tegucigalpa. Os ativistas pró-Zelaya se reuniram em frente ao Hotel Clarion, que está abrigando negociações entre representantes do governo interino de Honduras e do presidente deposto.

O local serviu de sede para o encontro realizado na quarta-feira, supervisionado pela Organização dos Estados Americanos (OEA), que promoveu o primeiro diálogo sem intermediários entre os dois lados. Na quinta-feira outro protesto também foi realizado em frente ao hotel, pouco após a partida da delegação da OEA.

Como já havia ocorrido em outras manifestações, policiais lançaram bombas de gás lacrimogêneo contra a multidão de centenas de pessoas, que respondeu jogando pedras. Em seguida, a fim de dispersar os manifestantes, a Polícia acionou canhões d'água contra os ativistas.

O presidente interino de Honduras, Roberto Micheletti, havia decretado estado de sítio cinco dias após Zelaya ter regressado clandestinamente ao país e se refugiado na Embaixada do Brasil, no dia 21 de setembro.

 

O regime de exceção restringe a liberdade de imprensa e de expressão e proíbe reuniões com mais de 20 pessoas. No início desta semana, Micheletti anunciou a revogação do decreto, mas como o fim do regime de exceção não foi publicado no Diário Oficial hondurenho, na prática, ele segue em vigor.

 

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