Protestos acabam com saques e 750 detidos no Chile

Manifestação foi convocada pela CUT chilena para protestar contra modelo econômico neoliberal de Bachelet

Associated Press,

30 de agosto de 2007 | 13h13

Uma jornada de protesto contra políticas do governo, iniciada na última quarta-feira, 29, terminou com saques noturnos, confrontos entre manifestantes e policiais e 750 detidos no Chile.  Um supermercado, uma farmácia e um posto de gasolina foram atacados e saqueados por grupos de manifestantes em alguns bairros da capital. Os incidentes se estenderam até por volta da meia-noite em vários bairros populares onde manifestantes montaram barricadas e enfrentaram a polícia. A jornada foi convocada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) chilena para protestar contra o modelo econômico neoliberal que estaria sendo implementado pelo governo da presidente socialista Michelle Bachelet. O protesto foi respaldado por setores da coalizão do governo, inclusive do Partido Socialista, da presidente. A polícia informou que 750 manifestantes foram detidos na capital, onde ocorreram os piores incidentes. No interior também houve protestos, mas em escala menor. Dezenas de pessoas ficaram feridas nos confrontos, entre elas um senador socialista, Alejandro Navarro, que foi atingido na cabeça por um policial com um cassetete. Dois dos 22 policiais feridos estavam em estado grave. A presidente Bachelet condenou a violência durante uma reunião com empresários mineradores na noite de ontem e disse que "por mais razoáveis que sejam as exigências apresentadas, não vamos tolerá-las". Nesta quinta, em declarações à Rádio Cooperativa, o ministro do Interior, Belisário Velasco, estimou que tratou-se de "uma manifestação atípica, porque não vi razão clara para a manifestação nem um apoio maciço da cidadania". Já para o ministro da Fazenda, André Velasco, é "ridículo" afirmar que esteja sendo imposto um modelo neoliberal no Chile. Belisário Velasco estimou em 5.000 os participantes dos protestos de rua. Entretanto, a jornada causou transtornos e as repartições públicas no geral não funcionaram. Universidades e muitas escolas paralisaram as atividades em parte em apoio ao protesto e em parte por temerem represália de grevistas.

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