Quadrilhas colombianas cometem mais chacinas em 2010, diz ONU

Quadrilhas vinculadas a ex-grupos paramilitares da Colômbia causaram um aumento de 40 por cento no número de chacinas ocorridas no ano passado na Colômbia, disse na quinta-feira o representante de direitos humanos da ONU no país, Christian Salazar. Ativistas de direitos humanos, funcionários públicos e civis foram alvejados.

REUTERS

24 de fevereiro de 2011 | 18h44

Vários grupos armados ilegais, inclusive ex-paramilitares que deveriam ter sido desmobilizados e desarmados, estão envolvidos no narcotráfico na Colômbia, maior produtor mundial de cocaína.

Novos "bandos criminais", conhecidos pela sigla "bacrims", têm aparecido para preencher o espaço deixado por cartéis da droga desmantelados em ações militares com apoio norte-americano.

Salazar disse que os bacrims "não foram os únicos" responsáveis pelo aumento nas chacinas, mas "têm muito a ver com isso."

"Além disso, esses grupos têm o poder de corromper e se infiltrar no Estado ... são uma forte ameaça ao Estado de direito", disse ele a jornalistas.

Citando dados do governo, o escritório de direitos humanos da Organização das Nações Unidas informou que pelo menos 179 pessoas foram mortas em 38 chacinas no ano passado. Em 2009, foram 139 vítimas em 27 massacres.

(Reportagem de Jack Kimball)

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