Quinto prefeito mexicano é alvo de pistoleiros em menos de um mês

Ricardo Solís, eleito recentemente no norte do país, recebeu vários tiros e está em estado grave

REUTERS

24 de setembro de 2010 | 20h16

Supostos atiradores do narcotráfico dispararam e feriram gravemente um prefeito eleito no México na sexta-feira, o segundo ataque contra uma autoridade pública em menos de 24 horas e o quinto em menos de um mês.

Ricardo Solís, recentemente eleito prefeito da pequena cidade de Gran Morelos, no Estado de Chihuahua, no norte do país, recebeu vários tiros e foi levado imediatamente ao hospital, informou Carlos González, porta-voz da promotoria estatal.

A polícia disse que seu estado de saúde é grave, de acordo com a rede Mileno TV e o jornal local El Diario.

Na noite de quinta-feira, homens armados mataram o prefeito de Doctor González, uma cidade nos arredores de Monterrey, no norte do México, enquanto ele dirigia para sua fazenda, no Estado de Nuevo León.

Milhares de tropas mexicanas e policiais federais mobilizados em todo o país pelo presidente Felipe Calderón não têm conseguido dominar uma ofensiva brutal dos cartéis de droga, particularmente na maior cidade de Chihuahua, Ciudad Juárez, onde 6.600 pessoas morreram pela violência do narcoterrorismo desde janeiro de 2008.

Calderón condenou a morte do prefeito de Doctor González na sexta-feira e pediu a continuidade da luta do Exército contra os cartéis.

"Eu reitero minhas condolências pelo assassinato covarde de Prisciliano Rodríguez, prefeito de González. É preciso redobrar a luta contra esses criminosos", disse Calderón em mensagem no site de microblog Twitter.

No mês passado, pistoleiros mataram os prefeitos da localidade turística de Santiago, também em Nuevo León, e Hidalgo, na vizinha Tamaulipas. Já em setembro, outro prefeito foi assassinado no Estado de San Luis Potosí (centro).

Mais de 29 mil pessoas já morreram vítimas da violência desde que o presidente Felipe Calderón mobilizou os militares para combater os narcotraficantes, no final de 2006. As mortes decorrem de confrontos entre cartéis da droga, e destes com as forças de segurança.

A atual onda de violência em Nuevo León e Tamaulipas é atribuída à disputa entre o Cartel do Golfo e uma facção dissidente, os Zetas, pelo controle das rotas de envio de drogas para os EUA.

(Reportagem de Julián Cardona)

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