Rainha da Jordânia rouba a cena durante visita em Brasília

Rei Abdullah II e Rania são recebidos pelo presidente Lula nesta quarta para assinar acordo de cooperação

da redação,

23 de outubro de 2008 | 14h57

 Brasil e da Jordânia assinam nesta quinta-feira, 23, 12 acordos de cooperação nas áreas agrícola, educacional, cultural, econômico-comercial e de turismo, durante a visita do rei da Jordânia, Abdullah II, e da rainha Rania, que roubou a cena durante a cerimônia em Brasília. Foto: Celso Júnior/AE Jovem, com um inglês perfeito e posições políticas moderadas, ela é o oposto da idéia ocidental da mulher muçulmana. A rainha decidiu usar o site de compartilhamento de vídeos YouTube para desmistificar estereótipos sobre árabes e muçulmanos, muito difundidos especialmente neste período de guerra ao terror. Considerada uma das mulheres mais bonitas do mundo, ela é elegante e ocidentalizada no jeito de vestir-se.  Foto: Celso Júnior/AE Palestina nascida no Kuwait, Rania estudou o Alcorão durante a adolescência. Formada em administração pela Universidade Americana do Cairo, trabalhou em multinacionais americanas por algum tempo até se casar, em 1993, aos 22 anos. Hoje, mãe de quatro filhos, é defensora dos direitos da mulher e ajuda o marido na modernização da Jordânia.  Foto: Celso Júnior/AE Neste ano, deu início a uma campanha de conscientização no YouTube, pedindo que pessoas de todo o mundo lhe enviassem perguntas. Respondeu com vídeos, o primeiro deles explicando que a equação "árabe = muçulmano = terror = guerra" é um grave erro. A rainha diz que nem todo árabe é muçulmano - e apenas 20% dos muçulmanos são árabes. Ela afirma que a quantidade de muçulmanos ligados ao terrorismo também é mínima. "Eu conheço o islamismo, eu li o Alcorão, que ensina compaixão, perdão, caridade", afirma. Em outro vídeo, sobre a situação das mulheres, Rania explica que depende de qual país a pessoa está falando. Ela admite que a mulher não tem os mesmos direitos que os homens, mas ressalta que a evolução é perceptível em quase todos as nações árabes e muçulmanas. Exibe números de parlamentares mulheres em países como Síria (30), Marrocos (34) e Sudão (35). Acrescenta que há mais mulheres que homens nas universidades em grande parte do mundo islâmico. Em seus vídeos, Rania usa ainda comediantes que ironizam alguns estereótipos."Você é árabe? Mas você parece tão legal", diz um deles.  (Com Gustavo Chacra, de O Estado de S. Paulo, e Agência Brasil)

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