Raúl agradece América Latina por condenar embargo a Cuba

Na cúpula da Unasul, líder cubano afirma que bloqueio americano é 'ilegal, injusto e viola os direitos do povo'

Efe,

16 de dezembro de 2008 | 21h15

O presidente de Cuba, Raúl Castro, agradeceu nesta terça-feira, 16, a decisão da América Latina e do Caribe de condenar o embargo dos Estados Unidos a seu país e ofereceu a "modesta" ajuda da ilha caribenha à integração regional. "Em nome de uma Cuba que sofreu quase 50 anos com o bloqueio agradeço aos países da América Latina e do Caribe por seu firme apoio à declaração contra a ilegal e injusta política que viola os direitos humanos de nosso povo", disse o presidente em seu discurso na Cúpula da América Latina e do Caribe.   Veja também: Lula aposta em integração contra a crise financeira Em cúpula, países sul-americanos criam Conselho de Defesa Cúpula afasta EUA e opta por integração regional No Brasil, Raúl Castro diz querer discutir embargo com Obama   Foto: Celso Junior/AE   "Cuba, apesar do vingativo bloqueio, está disposta a compartilhar sua modesta experiência para colaborar com a região, já que a colaboração, junto com a solidariedade e o internacionalismo, constituem a base de nossas relações com o mundo", frisou Raúl.   Com seu discurso nesta terça na Costa do Sauípe, na Bahia, Raúl Castro, que em fevereiro passado assumiu oficialmente a Presidência de Cuba, estreou como governante em fóruns internacionais fora de seu país. Segundo o chefe de Estado cubano, o encontro que reúne pela primeira vez todos os líderes da região sem exclusões e sem a presença de países de fora tem "inquestionável transcendência".   "As condições são propicias para dar andamento a um processo estratégico para os destinos de nossa região", afirmou. Para ele, é necessário passar paulatinamente das palavras aos atos de modo a superar um modelo de integração baseado na "globo-colonização" e alcançar um modelo com base na solidariedade.   "As ações integradoras desta cúpula devem ser guiadas pela cooperação entre nossos povos. É essencial que a cúpula tenha acompanhamento e que não se reduza à oportunidade de nos ver e intercambiar opiniões nesta ocasião", destacou o chefe de Estado.   Segundo Raúl, a América Latina conta para sua integração com recursos, evolução tecnológica e um potencial científico pouco aproveitado. Ele assegurou que uma das prioridades do atual processo tem que ser a busca por uma resposta regional para a situação econômica mundial.   "A complexidade da crise requer uma participação de todos para sua solução. Por isso, realizamos os esforços que conduziram à criação de diferentes grupos de modo a buscar alternativas para uma crise cujos efeitos ainda não se podem prever", sustentou.

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