Raúl Castro autoriza venda de computadores em Cuba

Aprovação é a primeira reforma na ilha desde que o presidente assumiu o poder em fevereiro

Efe,

24 de março de 2008 | 15h41

O governo do presidente cubano, Raúl Castro, autorizou nesta segunda-feira, 24, a venda de vários artigos eletrônicos, incluindo computadores, a particulares cubanos a partir de 1º de abril, na primeira reforma conhecida desde que assumiu o poder, há exatamente um mês. De acordo com a resolução 43/08 do Ministério de Comércio Interior, o governo autoriza "retomar a venda no varejo, na rede de lojas do mercado interno, em moeda estrangeira, de computadores e seus acessórios", entre outros produtos.   Veja também: Censura bloqueia acesso ao blog mais lido em Cuba   A disposição, com data de 21 de março, autoriza também a venda de equipamentos de reprodução de vídeo de todo tipo, televisores de todas as medidas de tela, panelas de pressão elétricas, bicicletas elétricas e alarmes para carros. Adverte, porém, que os artigos serão incorporados à venda "de forma gradual", conforme forem adquiridas pelas entidades responsáveis pela sua comercialização.   As lojas devem levar em conta, segundo a disposição, que as marcas, modelos, peças, e acessórios sejam similares aos vendidos dentro do programa de economia energética implementado pelo governo desde 2005. A norma estabelece a modificação de dois artigos da resolução 222 de 2003, nos quais era proibida a venda no varejo à população dos produtos agora autorizados, confirmaram fontes do ministério.   Nas últimas semanas, houve várias versões sobre esta e outras reformas, já que Raúl Castro prometeu acabar com o excesso de proibições na ilha, mas até agora só foi concretizada esta nova disposição, confirmada hoje oficialmente. Cuba tem atualmente cerca de 600 clubes de computação, nos quais estudam cerca de 100 mil cubanos e é possível ter acesso à intranet nacional.   Segundo a União Internacional de Telecomunicações (UIT), subordinada às Nações Unidas, Cuba apresenta a menor taxa de disseminação da internet na América Latina, pois apenas 0,9% dos 11,2 milhões de cubanos têm acesso à rede. Os particulares cubanos não podem ter acesso à internet de casa. Os profissionais - fundamentalmente dos campos da cultura, educação e saúde - podem se conectar à intranet de Cuba. As autoridades cubanas justificaram a medida devido ao bloqueio comercial e financeiro dos Estados Unidos sobre a ilha.  

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