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Raúl Castro comanda homenagens póstumas a vice de Cuba

Comandante da revolução cubana, Juan Almeida morreu aos 82 anos devido a uma parada cardiorrespiratória

Reuters e Efe,

13 de setembro de 2009 | 12h30

O presidente de Cuba, Raúl Castro, homenageou neste domingo, 13, o vice-presidente do Conselho de Estado e comandante da Revolução, Juan Almeida, que morreu sexta-feira, aos 82 anos, de parada cardiorrespiratória. Nesta manhã, Raúl, acompanhado de líderes do Partido Comunista, integrantes do governo e altos chefes da cúpula militar, abriu os atos em memória de Almeida.

 

Raúl se despediu com uma rosa do herói guerrilheiro Juan Almeida, cuja morte fez muitos refletirem sobre o papel da geração histórica que governa Cuba meio século depois da revolução de 1959. O presidente cubano depositou a flor diante de uma fotografia de seu companheiro de armas na Sierra Maestra colocada na Plaza de la Revolución, de Havana, onde uma bandeira cubana foi içada a meio pau, em sinal de luto.

 

Almeida, que tinha pedido para seu corpo não ser exposto ao público, recebe adeus de dezenas de milhares de cubanos se reuniram diante de seu retrato. Fidel Castro, que se afastou do poder e da vida pública desde que sofreu problemas de saúde há três anos, enviou uma coroa de flores.

 

Raúl Castro, que substituiu seu convalescente irmão na presidência de Cuba no ano passado, fez alusão à avançada idade da geração histórica da revolução em um discurso no final de julho. Sentado junto a Almeida, Castro afirmou que "pela lei da vida" o próximo congresso do Partido Comunista, que dirige a ilha, poderá ser o último encabeçado pela velha guarda.

 

A TV estatal, por sua vez, transmite uma programação especial com testemunhos e comentários sobre a vida de Almeida. Já o jornal Juventud Rebelde publicou a morte do vice de Raúl com destaque n primeira página. Além de uma foto de Almeida, o diário publicou a seguinte manchete: "Tributo póstumo a um combatente eterno".

 

Almeida era popular entre os cubanos. Negro, compositor e de origem humilde, ele acompanhou Fidel em todas as suas aventuras, desde o desastrado ataque ao Cuartel Moncada, em 1953, ao exílio no México e desembarque na costa oriental de Cuba, em 1956, para iniciar a guerra de guerrilha.

 

Atualizado às 14h19 para acréscimo de informações.

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