Rául Castro diz que Cuba não deve fazer gestos para os EUA

Presidente cubano afirma que a ilha não tem nenhum tipo de bloqueio contra o governo americano

Agências internacionais,

29 de abril de 2009 | 10h57

O presidente cubano, Raúl Castro, afirmou nesta quarta-feira, 29, que Cuba não deve fazer gestos para se aproximar dos Estados Unidos, já que não mantém nenhum tipo de bloqueio ao governo americano. Ao inaugurar uma reunião ministerial do Movimento de Países Não-Alinhados, Raúl afirmou ainda que as recentes medidas aprovadas pela administração de Barack Obama são positivas, mas que seu alcance é "mínimo".

 

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"Não há pretexto político ou moral que justifique a continuidade desta política (do embargo). Cuba não impôs sanção alguma contra os EUA e nem contra os seus cidadãos, não é Cuba que impede que os empresários daquele país façam negocio com o nosso e, por isso, não é Cuba que deve fazer gestos", afirmou Raúl, reiterando sua oferta de diálogo em igualdade de condições. Raúl considerou "positivo" o levantamento da proibição de viagens e do envio de remessas aprovado por Obama, mas assinalou que as medidas têm um "alcance mínimo".

 

A declaração foi uma resposta a recentes declarações do presidente dos EUA, Barack Obama, de que Havana deveria realizar algum gesto para melhorar as relações bilaterais, como por exemplo a libertação de presos políticos. Obama levantou neste mês o fim de restrições de viagens e remessas feitas por cubano-americanos à ilha.

 

Na sessão ministerial, que começou em Havana e perante delegações de 120 países, Raúl Castro lembrou a disposição de Cuba a conversar "sobre tudo" com o governo americano em igualdade de condições. "Mas não negociaremos nossa soberania, nosso sistema político e social, o direito à autodeterminação e nem nossos assuntos internos", afirmou.

 

As declarações de Raúl Castro vêm a público depois da divulgação da informação de que houve reuniões informais entre representantes de Havana e Washington nos últimos dias. O governo americano deixou claro que espera reciprocidade e que a melhora das relações entre EUA e Cuba dependerá das ações cubanas.

 

Matéria atualizada às 12h15

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