Raúl Castro libera telefones celulares para os cubanos

Serviço de telefonia móvel deixa de ser privilégio de representantes do governo e estrangeiros

Efe e Reuters,

28 de março de 2008 | 11h15

O presidente cubano, Raúl Castro, anunciou nesta sexta-feira, 28, que autorizará o serviço de telefonia celular para toda a população, beneficio antes cedido apenas aos funcionários do governo e estrangeiros, segundo uma nota divulgada pela empresa de telecomunicações de Cuba (Etecsa).  Raúl Castro sucedeu formalmente seu irmão Fidel, no mês passado, prometendo eliminar o "excesso de proibições" em Cuba, onde o Estado domina a economia. Esta é a segunda reforma governamental anunciada desde que Raúl assumiu a Presidência em 24 de fevereiro, já que a venda de alguns artigos eletrônicos e computadores está liberada a partir de 1 de abril. A nota da Etecsa publicada por vários meios de comunicação locais informaram que a empresa "está em condições de oferecer o serviço de telefonia móvel que será formalizado mediante contrato pessoal da forma de pagamento". Porém, a data em que o serviço entrará em funcionamento não foi divulgada. O jornal oficial Gramna, que publicou a nota, assinalou que o Ministério de Informática e das Comunicações da ilha emitirá as regulamentações que deverão assegurar que o novo programa sela liberado "de modo ordenado e progressivo".  A empresa afirmou ainda que nos próximos dias, serão informados detalhes dos procedimentos para as mudanças para os cidadãos cubanos que adquiriram telefones celulares "pela via indireta", ou seja, por um contrato no nome de um estrangeiro ou de uma empresa. Relaxamento de proibições Cuba relaxou as regras para a venda de medicamentos e permitiu sua compra em qualquer farmácia do país, em mais um sinal da redução nas "proibições" estatais anunciadas pelo presidente Raúl Castro. Até este mês, os cubanos tinham de comprar remédios receitados por seu médico na farmácia do seu bairro, uma medida para otimizar a distribuição de recursos durante a crise que se seguiu ao fim da ajuda soviética, na década passada.  "Havia muitas queixas da população. Quando não tínhamos o medicamento era preciso desviar o paciente para outra farmácia, o que requeria trâmites. As pessoas perdiam muito tempo", disse a administradora de uma drogaria no centro de Havana. "Agora nos disseram que temos de atender a todos os pacientes. O que querem é que as pessoas não se aborreçam", acrescentou.

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