Raúl Castro suspende lei que proibia cubanos de ficar em hotel

Cubanos também poderão alugar carros e utilizar outras facilidades dos hotéis antes limitadas aos estrangeiros

Agências internacionais,

31 de março de 2008 | 08h41

O governo de Raúl Castro suspendeu a proibição que impedia os cubanos de se hospedar em hotéis da ilha, antes reservados para turistas estrangeiros, confirmaram nesta segunda-feira, 31, fontes hoteleiras em Havana. A medida foi comunicada aos empregados dos hotéis no último domingo e a partir das 0h (2h de Brasília) desta segunda alguns hotéis já permitiam a hospedagem de moradores da ilha. Os cubanos também podem alugar carros e utilizar outras facilidades antes limitadas aos estrangeiros.   Veja também:    Raúl Castro libera telefones celulares para os cubanos  Raúl Castro autoriza venda de computadores em Cuba   "A comunicação foi feita pelo Ministério do Turismo", disse uma fonte de um hotel de Havana, que esclareceu que só é exigido que os cubanos paguem em pesos conversíveis em moeda estrangeira (CUC). Um CUC equivale a US$ 1,08 e 24 pesos cubanos (o salário médio na ilha é de 408 pesos cubanos ao mês).   A medida foi anunciada três dias depois de Raúl Castro autorizar o serviço de telefonia celular para toda a população, beneficio antes cedido apenas aos funcionários do governo e estrangeiros.   Raúl Castro sucedeu formalmente seu irmão Fidel, no mês passado, prometendo eliminar o "excesso de proibições" em Cuba, onde o Estado domina a economia. Esta é a terceira reforma governamental anunciada desde que Raúl assumiu a Presidência em 24 de fevereiro, já que a venda de alguns artigos eletrônicos e computadores está liberada a partir de 1 de abril.   Relaxamento de proibições   Cuba relaxou as regras para a venda de medicamentos e permitiu sua compra em qualquer farmácia do país, em mais um sinal da redução nas "proibições" estatais anunciadas pelo presidente Raúl Castro. Até este mês, os cubanos tinham de comprar remédios receitados por seu médico na farmácia do seu bairro, uma medida para otimizar a distribuição de recursos durante a crise que se seguiu ao fim da ajuda soviética, na década passada.   "Havia muitas queixas da população. Quando não tínhamos o medicamento era preciso desviar o paciente para outra farmácia, o que requeria trâmites. As pessoas perdiam muito tempo", disse a administradora de uma drogaria no centro de Havana. "Agora nos disseram que temos de atender a todos os pacientes. O que querem é que as pessoas não se aborreçam", acrescentou.

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