Raúl Reyes respondia a 121 processos judiciais

O guerrilheiro havia recebido sentenças por terrorismo, homicídio, rebelião, seqüestro e lesões pessoais

Efe

02 de março de 2008 | 17h30

O porta-voz internacional da guerrilha das Farc, "Raúl Reyes", morto no sábado, 1, em um bombardeio militar no Equador, respondia na Colômbia a 121 processos penais e 14 condenações, disseram nesse domingo, 2, fontes judiciais de Bogotá. O insurgente havia recebido sentenças por terrorismo, homicídio, rebelião, seqüestro e lesões pessoais, segundo informou a Procuradoria Geral. A entidade judicial assinalou que as penas foram proferidas por juízes nos departamentos de Nariño, Meta, Cauca, Huila e Caquetá, da mesma forma que em Bogotá, mas não informou das penas de prisão que tinha recebido. Quanto aos processos pendentes, 57 deles eram por homicídio com fins terroristas, 26 por terrorismo, 25 por rebelião, 4 por seqüestro e 9 por lesões pessoais, acrescentou a procuradoria. Os registros judiciais mostram que "Raúl Reyes", conhecido como Luis Edgar Devia, nasceu em 30 de setembro de 1948 em La Plata, localidade de Huila, e que nos anos 1970 - época pela que entrou nas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) - estava casado e tinha dois filhos. Nas Farc soube-se de uma relação sua com "Olga Marín", filha do chefe máximo desta guerrilha, Pedro Antonio Marín ("Manuel Marulanda Vélez" ou "Tirofijo"). O "centro de operações" do guerrilheiro era formado pelos departamentos do Tolima, Meta e Caquetá, segundo estes registros. Os relatórios informam "eventuais saídas do país como integrante da frente internacional (das Farc)", que era dirigido por ele próprio, que além disso tinha um assento no Secretariado (comando central) das Farc. O porta-voz rebelde morreu no sábado, 1, ao lado da fronteira sul da Colômbia com o Equador, em um bombardeio da Força Aérea Colombiana (FAC) ao acampamento em que estava com outros rebeldes, e no qual também perderam a vida 16 deles e 11 mais ficaram feridos.

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