Rebelde colombiano descarta libertação unilateral de reféns

Em comunicado, Farc insistem na troca de guerrilheiros; mensagem diminui chances de resgate de Ingrid

Associated Press e Reuters,

03 de abril de 2008 | 17h34

Um oficial rebelde colombiano descartou nesta quinta-feira, 3, uma possível libertação unilateral de reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), diminuindo as perspectivas da libertação da ex-parlamentar Ingrid Betancourt pela missão de resgate francesa.  Veja também:Hospital colombiano é preparado para receber IngridLula: 'País só intervém no caso se Colômbia pedir'Filho de Ingrid diz que morte 'é questão de horas' Conheça a trajetória de Ingrid Betancourt Por dentro das Farc Entenda a crise  Histórico dos conflitos armados na região  O Brasil tem sido omisso no caso Ingrid Betancourt?   O encarregado pelas relações exteriores da guerrilha, Rodrigo Granda, disse que o grupo insiste na troca dos reféns pelos guerrilheiros presos. A mensagem de Granda, datada desta quarta-feira, foi divulgada em um site simpatizante às Farc, e não menciona a missão francesa que chegou à Bogotá. "Somente uma troca de prisioneiros poderia libertar os reféns de nossos campos", destaca o rebelde. "Não é aceitável que nos peçam mais gestos de paz depois de tantos exemplos de nossa boa vontade política", acrescenta. A equipe da França inclui um médico e dois diplomatas, um dos quais é o ex-cônsul francês em Bogotá Noel Saez, que foi o emissário francês nos contatos com as Farc nos últimos anos.  "Neste momento a informação é de que a comissão chegou a Bogotá, mas não foi confirmado se vem para Guaviare. Este é um departamento de portas abertas, ainda mais para uma missão humanitária", disse governador de Guaviare, Oscar López, onde acredita-se que Ingrid é mantida pela guerrilha. O governador acrescentou que as autoridades locais "estão prontas" para atender e colaborar com a missão humanitária, da qual participam Espanha, França e Suíça, e que dispõem de toda a infra-estrutura para garantir o sucesso da operação. Além de Ingrid, cujo estado de saúde é grave, a missão tentará prestar assistência médica a outros doentes do grupo de 40 reféns que as Farc pretendem trocar por 500 guerrilheiros presos.

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