Rebeldes colombianos vão libertar general, abrindo caminho para volta de negociações

Rebeldes colombianos vão libertar general, abrindo caminho para volta de negociações

A decisão da FARC de libertar os prisioneiros pode contrariar os críticos do processo de paz que dizem que os rebeldes não são sérios em relação a acabar com a guerra mais longa da América Latina

NELSON ACOSTA E HELEN MUR, REUTERS

20 Novembro 2014 | 17h32

Rebeldes marxistas da Colômbia concordaram em libertar um general do exército capturado no fim de semana, um movimento que pode levar a uma retomada das negociações de paz e desarmar uma crise que ameaçava estender cinco décadas de guerra.

As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) prometeram libertar o general Ruben Dario Alzate e outros quatro capturados nas últimas duas semanas "o mais rápido possível", depois de chegar a acordo sobre termos de libertação com o governo e com os países garantidores do processo de paz, Cuba e Noruega.

O gabinete do presidente Juan Manuel Santos respondeu imediatamente ao anúncio, comprometendo-se a retomar as negociações assim que os reféns estiverem livres.

Alzate e outros dois foram capturados no domingo por uma patrulha da FARC quando eles deixavam um barco na região pobre e dominada pelo crime de Choco, o que levou Santos a suspender as negociações e colocando em dúvida o processo de paz de dois anos em curso em Cuba.

Poucos dias antes, os rebeldes haviam sequestrado dois soldados em Arauca.

"O governo vai dar a sua total colaboração para garantir o retorno seguro destas pessoas às suas casas, o que esperamos que venha a ser no menor tempo possível", disse o escritório do Santos em um comunicado.

"Uma vez que eles estejam todos livres, a delegação do governo voltará a Havana".

A decisão da FARC de libertar os prisioneiros pode contrariar os críticos do processo de paz que dizem que os rebeldes não são sérios em relação a acabar com a guerra mais longa da América Latina, que já matou mais de 200.000 pessoas desde que começou em 1964.

A suspensão das negociações é o mais sério revés para os esforços de paz depois que meses de discussões complicadas resultaram em acordos parciais em três dos cinco itens da agenda.

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