Rebeldes do EPR negam querer desestabilizar México com ataques

O grupo guerrilheiro queatacou esta semana dutos de gás e petróleo no México descartouque pretenda desestabilizar o país e prometeu não realizar maisações violentas se forem soltos dois integrantes quesupostamente estão nas mãos de forças locais de segurança. O Exército Popular Revolucionário (EPR), grupo guerrilheirode esquerda com origem no empobrecido Estado de Guerrero, aosul do país, explodiu na segunda-feira vários gasodutos e pelomenos um oleoduto da petroleira estatal Pemex, uma dasprincipais fornecedoras de energia para os Estados Unidos. Os recentes ataques, a ação mais violenta do EPR contraalvos econômicos desde que o grupo ganhou notoriedade, nametade da década de 1990, causou a interrupção do abastecimentode gás natural em vários Estados, afetando milhares deempresas. "Nossa atividade de autodefesa não obedece a um atopropagandista para conseguir notoriedade ou para buscarinstabilidade política", disse o EPR em comunicado. "É uma resposta que nós temos sido obrigados a dar diantedo risco iminente de que se assassine impunemente nossoscompanheiros, que têm sido submetidos a brutais sessões detorturas", acrescentou o grupo. O EPR garante que esses dois integrantes foram capturadosem maio na cidade de Oaxaca, no sul do país, durantemanifestações e protestos contra o governador. Entretanto, o governo nega ter prendido os dois homens ediz que possivelmente eles foram mortos durante briga delíderes guerrilheiros. O EPR descarta essa alegação. O presidente mexicano, Felipe Calderón, convidou osrebeldes para conversar, mas o EPR disse que estão esgotados osespaços para negociações. Em julho, o grupo rebelde, estimado em cerca de 1.000membros, atacou também instalações de energia. Depois disso,militares e policiais foram destacados para defender a rede dedutos do país, de mais de 14.000 quilômetros.

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