'Reconstrução do Haiti levará 10 anos', diz premiê canadense

Previsão foi feita durante a conferência internacional de doadores ao Haiti, que acontece em Montreal

AE-AP,

25 de janeiro de 2010 | 19h31

Reconstruir o Haiti após o devastador terremoto que arrasou a nação caribenha no último dia 12 é algo que levará "pelo menos 10 anos", disse nesta segunda-feira, 25, o primeiro-ministro do Canadá, Stephen Harper, durante a conferência internacional de doadores ao Haiti, que acontece em Montreal.  

 

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Governos de vários países já anunciaram uma ajuda de quase US$ 1 bilhão ao Haiti, segundo estimativas da Associated Press, incluídos US$ 575 milhões da União Europeia. A conferência de Montreal é preparatória para um grande encontro de doadores que deverá acontecer na República Dominicana em março ou abril.

"Não é um exagero dizer que pelo menos 10 anos de trabalho duro esperam o mundo no Haiti", disse Harper. "Nós precisamos garantir que cada reserva comprometida, cada trabalho humanitário, cada veículo, cada dólar sejam usados da maneira mais efetiva", afirmou Harper. Harper falou ao lado do primeiro-ministro do Haiti, Jean-Max Bellerive, e da secretária de Estado americana, Hillary Clinton.

"Nós precisamos responder aos compromissos que fizemos. Eu gostaria que desse encontro emergisse um plano que dirigirá a reconstrução do Haiti de uma maneira efetiva, coordenada e estratégica para a próxima década", disse Harper.

Reconstrução

O primeiro-ministro do Haiti, Bellerive, agradeceu a ajuda internacional que seu país recebeu, mas destacou que serão os haitianos que dirigirão as tarefas de reconstrução. Segundo ele, as prioridades serão "claramente delineadas pelos haitianos".

"Estamos muito conscientes de que a principal prioridade para o nosso futuro está nas mãos do governo e do povo haitianos". Segundo ele, no momento o principal é "satisfazer as necessidades vitais das vítimas como água, comida, abrigo e atendimento médico".

O grupo dos "Amigos do Haiti" foi formado por países latino-americanos - Argentina, Brasil, Chile, Costa Rica, México, Peru e Uruguai - somados ao Canadá, França e Estados Unidos. Os governos do Japão e da República Dominicana enviaram representantes à conferência de Montreal.

A agência de ajuda internacional Oxfam assinalou que os chanceleres dos países deveriam perdoar a dívida externa de US$ 890 milhões do Haiti.

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, afirmou que o Brasil vai perdoar a dívida do Haiti, se for necessário. "Se for necessário perdoar, perdoaremos", disse Amorim, que afirmou não ter feito um levantamento do valor da dívida ainda.

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