Dario Lopez-Mills/AP
Dario Lopez-Mills/AP

Recontagem de votos no México será decidida por distritos

Instituto Federal Eleitoral do país descartou possibilidade de recontagem total de votos

Reuters,

04 de julho de 2012 | 14h07

CIDADE DO MÉXICO - O Instituto Eleitoral Federal do México (IFE) informou nesta quarta-feira, 4, que as autoridades eleitorais regionais devem decidir se vão recontar os votos da eleição presidencial de domingo, após o candidato de esquerda, que ficou em segundo lugar, ter alegado fraude e pedido a recontagem.

 

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Andrés Manuel López Obrador, que ficou cerca de 6,5 pontos percentuais atrás do vencedor declarado, Enrique Peña Nieto, do Partido Revolucionário Institucional (PRI), disse na terça-feira que a eleição havia sido corrompida por compra de votos do PRI e outros abusos.

Sua coalizão de esquerda exigiu a recontagem de todos os votos, assim como fez em 2006, quando ele perdeu por pouco a eleição presidencial para o atual presidente Felipe Calderón.

Recontagem parcial

 

Depois de uma reunião tarde da noite para atender ao pedido de Obrador, o IFE afirmou que cada um dos 300 distritos eleitorais poderia ordenar uma recontagem, se certos critérios estipulados pela lei fossem cumpridos.

Isso inclui evidências de erros ou inconsistências nos retornos, quando havia uma diferença de 1 ponto percentual ou menos entre primeiro e segundo colocados, quando o número de votos nulos fosse maior do que essa diferença, ou quando todos os votos tinham sido para um partido.

Obrador deve falar mais tarde nesta quarta-feira sobre como seu bloco de esquerda vai proceder com a contestação. Ex-prefeito da Cidade do México, ele pediu uma recontagem em 2006 depois de perder para Calderón por cerca de meio ponto percentual, alegando que havia sido roubado.

Ao contrário de hoje, a lei não previa uma recontagem total e seu pedido foi rejeitado. Depois disso, Obrador realizou protestos em massa que obstruíram a capital durante semanas.

Corrida acirrada

 

A corrida presidencial de 2006 foi muito mais acirrada do que em 2012, e analistas disseram na terça-feira que não esperavam que sua exigência de uma recontagem mudasse o resultado da votação de domingo.

A eleição de domingo marcará o retorno do PRI ao poder após 12 anos na oposição, e o partido rejeitou as alegações de Obrador. O PRI governou o México entre 1929 e 2000, um regime que foi marcado por denúncias frequentes de fraude eleitoral e corrupção.

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