Refém das Farc sequestrado há 12 anos é libertado em operação na Colômbia

Sargento vivia o cativeiro mais longo entre as vítimas da guerrilha; Brasil deu apoio logístico

estadao.com.br,

30 de março de 2010 | 15h51

BOGOTÁ -  O sargento colombiano Pablo Emílio Moncayo, de 32 anos, foi libertado nesta terça-feira, 30 pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) após 12 anos de cativeiro. Ele era o refém mais antigos da guerrilha, ao lado do soldado Libio José Martínez Estrada, que permanece em poder das Farc. Eles foram sequestrados em dezembro de 1997.

 

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Seu pai, Gustavo Moncayo, e a Cruz Vermelha Internacional confirmaram a libertação. A operação humanitária não conseguiu decolar do lugar onde o resgate foi feito devido ao mau tempo.

"Ele já está com Piedad Cordoba e esperamos nos abraçar em breve", disse Gustavo Moncayo. 

 

Moncayo foi libertado em uma operação humanitária realizada em conjunto pela Cruz Vermelha, a Igreja Católica e a ONG Colombianos pela Paz. É a segunda libertação unilateral das Farc em dois dias. No domingo, Josué Daniel Calvo, que passou 11 meses em poder das Farc, foi resgatado pela mesma missão.

A aeronave brasileira deixou o aeroporto de Florencia, capital do Estado de Caquetá, no sudoeste da Colômbia, às 11h17 (13h17 em Brasília) levando a bordo a senadora Piedad Córdoba, principal mediadora com a guerrilha, dois integrantes do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, um membro da Igreja Católica, além de seis militares brasileiros.

"Já fecharam as portas do helicóptero, o monsenhor está rezando conosco. Vamos felizes por Pablo Emilio", escreveu a senadora em seu perfil no Twitter minutos antes de decolar.

A operação de resgate sofreu atraso de mais de duas horas e esteve a ponto de ser adiada devido ao mau tempo. Pablo Emilio será aguardado no aeroporto de Florência por seu pai, o professor Gustavo Moncayo, e por outros familiares.

O sequestro ganhou notoriedade desde que o professor Moncayo, conhecido como "Caminhante pela Paz", passou a realizar caminhadas dentro e fora da Colômbia com uma corrente presa ao corpo para exigir ações que resultassem na libertação do filho e em uma saída negociada para o conflito que dura mais de seis décadas. Moncayo disse que hoje será seu filho quem deve tirar as correntes de suas mãos.

Com a libertação de Pablo Emilio Moncayo chega ao fim o processo de libertações unilaterais e incondicionais por parte das Farc que vinham ocorrendo desde o ano passado, quando seis reféns foram soltos.

A partir de agora, as Farc pretendem retomar o diálogo para concretizar um controvertido acordo humanitário que colocaria em liberdade os 22 militares que ainda estão em poder dos rebeldes, em troca da libertação de centenas de guerrilheiros presos.

 

Restos mortais

 

As Farc revelaram a Piedad Córdoba as coordenadas de onde foi enterrado o major da polícia Julián Guevara, morto em cativeiro em 2006, confirmou à Efe a presidente da associação de familiares de reféns, Marleny Orjuela.

 

Segundo Orjuela, a senadora recebeu os dados da localização do cadáver de Guevara. Ela não soube, no entanto, informar qual seria o procedimento para reconhecer os restos mortais.

 

A entrega das coordenadas foi feita no momento em que a missão humanitária liderada por Córdoba resgatou o sargento Moncayo na selva do departamento de Guaviare, no sul da Colômbia.

 

As Farc haviam se comprometido a entregar os restos de Guevara no ano passado, junto ao militar Josué Daniel Calvo, liberado no domingo, e Moncayo, liberado nesta terça.

 

A guerrilha anunciou na última sexta que a mãe do policial morto, Emperatriz de Guevara, não iria receber os restos porque a área em que eles se encontravam estava ocupada pelo Exército.

 

Após a liberação de Calvo, Córdoba informou que a milícia tinha a intenção de devolver os restos e pediu paciência para a espera.

 

O alto oficial da polícia foi sequestrado em 1998 e faleceu em cativeiro em 2006, aos 41 anos de idade.

 

As Farc revelaram a Piedad Córdoba as coordenadas de onde foi enterrado o major da polícia Julián Guevara, morto em cativeiro em 2006, confirmou à Efe a presidente da associação de familiares de reféns, Marleny Orjuela.

 

Segundo Orjuela, a senadora recebeu os dados da localização do cadáver de Guevara. Ela não soube, no entanto, informar qual seria o procedimento para reconhecer os restos mortais.

 

A entrega das coordenadas foi feita no momento em que a missão humanitária liderada por Córdoba resgatou o sargento Moncayo na selva do departamento de Guaviare, no sul da Colômbia.

 

As Farc haviam se comprometido a entregar os restos de Guevara no ano passado, junto ao militar Josué Daniel Calvo, liberado no domingo, e Moncayo, liberado nesta terça.

 

A guerrilha anunciou na última sexta que a mãe do policial morto, Emperatriz de Guevara, não iria receber os restos porque a área em que eles se encontravam estava ocupada pelo Exército.

 

Após a liberação de Calvo, Córdoba informou que a milícia tinha a intenção de devolver os restos e pediu paciência para a espera.

 

O alto oficial da polícia foi sequestrado em 1998 e faleceu em cativeiro em 2006, aos 41 anos de idade.

Com informações da Efe e da BBC Brasil

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