Reféns chegam a Caracas após serem libertadas pelas Farc

Ao aterrissar na Venezuela, assessora de Ingrid Betancourt diz não ver ex-candidata à presidência há três anos

Agências internacionais,

10 de janeiro de 2008 | 19h10

As reféns das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) Clara Rojas e Consuelo González chegaram ao aeroporto de Maiquetía, em Caracas, na tarde desta quinta-feira, 10, horas após serem entregues a funcionários da Cruz Vermelha e do governo venezuelano na selva colombiana.   Veja também: Galeria de fotos do resgate das reféns  Farc não devem ser elogiadas por ação, diz assessor de Uribe Reféns agradecem a Chávez Sarkozy celebra resgate EUA aplaudem libertação Mãe de Clara Rojas comemora libertação Assista às imagens da libertação Saiba quem são as reféns Entenda o que são as Farc Cronologia: do seqüestro à libertação   Parentes e o chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, esperavam pelas duas na rampa presidencial do aeroporto. Elas foram recebidas com flores, beijos e abraços.   As seqüestradas foram entregues ao governo venezuelano em um ato de desagravo ao presidente Hugo Chávez, retirado das negociações para libertação dos reféns por seu colega colombiano, Álvaro Uribe.   A libertação das reféns acontece dias após o fracasso de uma tentativa inicial de entrega das cativas. Segundo a guerrilha, a operação não deu certo devido a movimentações de tropas do Exército colombiano na região em que seria feita a entrega. Bogotá, por sua vez, afirma que as Farc não entregaram os cativos porque não tinham um dos reféns prometidos, o filho de Clara Rojas, Emmanuel.   Clara González de Rojas, mãe de Clara, e as duas filhas e uma neta de Consuelo foram as primeiras pessoas a abraçar as recém libertadas.   Consuelo foi a primeira a descer do avião. Ela abraçou as filhas e neta, que a esperavam ao pé da rampa com flores brancas.   Em seguida veio Clara Rojas, que foi diretamente abraçar sua mãe, que a esperava um pouco mais afastada do avião.   "Eu gostaria de encontrar Emmanuel imediatamente", disse Clara ao desembarcar, referindo-se ao filho que teve com um guerrilheiro das Farc.   Nascido no cativeiro, Emmanuel encontra-se sob os cuidados do governo colombiano. Ele foi levado para Bogotá depois de ter sido entregue a um hospital pelo responsável pela sua guarda na selva colombiana.   Ainda em suas primeiras declarações, Clara disse não ver a ex-candidata à Presidência da Colômbia Ingrid Betancourt há três anos. As duas foram seqüestradas juntas durante a campanha eleitoral de 2002. Clara era assessora de Ingrid, e teria sido separada da ex-candidata por motivos de segurança.   Outros 44 reféns de caráter político encontram-se nas mãos da guerrilha. Estima-se ainda que outros 700 reféns comuns estejam nos cativeiros mantidos pelas Farc. Ao contrário dos primeiros, que seriam usados em uma eventual troca humanitária por guerrilheiros presos, os últimos são usados pelas Farc para extorquir dinheiro para o financiamento de suas atividades.

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